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    <title>AdGuard Blog</title>
    <link>https://adguard.com/pt_br/blog/index.html</link>
    <description>Thoughts, stories and ideas.</description>
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    <ttl>60</ttl>
    <item>
      <title>O Google não está acabando com o bloqueio de anúncios: CTO do AdGuard comenta o pânico em torno do Manifest V2</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/no-google-isnt-killing-ad-blockers-adguard-cto-andrey-meshkov-on-the-manifest-v2-panic.html</link>
      <pubDate>Sun, 21 Jun 2026 22:39:18 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Andrey Meshkov]]></dc:creator>
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      <category>Notícias do setor</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Manchetes recentes têm dramatizado bastante o fim do MV2. Por isso, em vez de contribuir para o ruído, vou apresentar uma linha do tempo objetiva do que realmente aconteceu.</p>
<h2 id="a-hist%C3%B3ria">A história</h2>
<p>Toda essa história de que o "Chrome está desativando bloqueadores de anúncios" começou em 2019. Naquela época, o Google finalmente ampliou a equipe responsável pelas extensões do Chrome e decidiu enfrentar alguns problemas importantes. O maior deles era que a Chrome Web Store estava inundada de extensões maliciosas — a moderação do Google era, francamente, fraca, e todo tipo de extensão problemática acabava sendo aprovada. Um segundo problema, relacionado ao primeiro, era a grande quantidade de extensões de baixa qualidade que prejudicavam o desempenho do navegador.</p>
<p>A solução encontrada foi lançar uma nova versão da plataforma de extensões, chamada Manifest V3, ou MV3, projetada para substituir a antiga plataforma Manifest V2. O problema é que essa nova versão removia diversas capacidades das extensões em vários aspectos. Se ela realmente resolveu os problemas originais é algo discutível.</p>
<p>No quesito segurança, ninguém jamais conseguiu explicar de forma convincente como o MV3 ajuda. Já em relação ao desempenho, a situação é diferente: o MV3 realmente reduz o impacto causado por extensões mal desenvolvidas.</p>
<p>Para amenizar as consequências para os bloqueadores de conteúdo, a plataforma introduziu um conjunto de novos recursos destinados a compensar aquilo que estava sendo removido (a chamada API declarativeNetRequest). Mas, para ser sincero, se o Google tivesse lançado o MV3 exatamente da forma como o imaginou em 2019, ele poderia ter representado o fim dos bloqueadores de anúncios — e de muitas outras extensões também.</p>
<h2 id="a-colabora%C3%A7%C3%A3o">A colaboração</h2>
<p>O que mudou esse cenário foram anos de colaboração. Ainda naquele mesmo ano, o Google participou da <a href="https://adguard.com/en/blog/tag/afds.html">conferência anual de desenvolvedores de bloqueadores de anúncios</a> para apresentar a nova plataforma e perguntar o que seria necessário para que os bloqueadores continuassem funcionando normalmente — e desde então a empresa voltou a participar do evento todos os anos. Paralelamente, o Google se uniu à Mozilla e à Apple para formar o Grupo Comunitário WebExtensions do W3C, um órgão de padronização por meio do qual nós, desenvolvedores de extensões, trabalhamos ao lado dessas empresas para aprimorar o MV3 e transformá-lo em algo capaz de atender às necessidades de todas as partes envolvidas.</p>
<p>Foi um caminho longo, mas graças a esse esforço coletivo o MV3 acabou chegando a um estado funcional. Somente cinco anos após o anúncio inicial o Google finalmente implementou a plataforma no Chrome, momento em que muitas extensões — incluindo os bloqueadores de anúncios — migraram para ela. Quanto ao desempenho atual dos bloqueadores, não vou fingir que a transição foi totalmente tranquila: em comparação com a versão anterior, nosso trabalho ficou um pouco mais difícil e o produto se tornou mais complexo de manter. Mas é pouco provável que os usuários percebam uma diferença significativa. Os bloqueadores de anúncios continuam muito vivos.</p>
<p>Em resumo: essa história se arrastou por muito tempo e, graças ao esforço coletivo, conseguimos tornar o MV3 funcional. Apenas cinco anos após o anúncio inicial o Google finalmente implementou o MV3 em seu navegador, e muitas extensões migraram para ele.</p>
<h2 id="o-cen%C3%A1rio-atual">O cenário atual</h2>
<p>Isso nos leva ao que está acontecendo agora. Embora o próprio Chrome tenha migrado para o MV3 em 2024, sua base de código ainda mantinha a capacidade de executar extensões antigas do MV2. Todo esse código legado continuava presente — e, embora o Chrome já não dependesse dele, os navegadores de terceiros baseados no Chromium (como Opera, Edge e Brave) dependiam. A partir da versão 150, esse código antigo está sendo removido do Chromium, o que significa que as extensões MV2 deixarão de funcionar nesses navegadores baseados em Chromium. E, realisticamente, é improvável que os desenvolvedores desses navegadores tenham recursos para manter o suporte ao MV2 por conta própria, já que o código é complexo e está profundamente integrado a um grande número de componentes do navegador.</p>
<h2 id="conclus%C3%A3o">Conclusão</h2>
<p>O Google não está "desativando" nada hoje — todos os acontecimentos importantes já ocorreram entre 2019 e 2024. <strong>Os bloqueadores de anúncios estão bem.</strong> Nunca ficamos particularmente satisfeitos com a migração para o MV3, mas o apocalipse previsto nunca aconteceu. As verdadeiras vítimas dessas mudanças não são os bloqueadores de anúncios, e sim os navegadores de terceiros que continuaram oferecendo suporte às extensões MV2 até agora (e usavam isso como uma vantagem competitiva em relação ao Chrome).</p>
<p>E, se você depende de todo o potencial da API webRequest — aquele tipo de filtragem profunda e flexível que a abordagem declarativa do MV3 não consegue reproduzir completamente — não se esqueça de que sempre existe o Firefox. A Mozilla continua oferecendo suporte completo à webRequest, o que permite que os bloqueadores de conteúdo mais avançados continuem fazendo tudo o que sempre fizeram. Independentemente de como o ecossistema Chromium evolua, os usuários ainda têm opções.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Proteção contra rastreamento em e-mails no AdGuard: bloqueie rastreadores na sua caixa de entrada</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/mail-tracking-protection-filter.html</link>
      <pubDate>Mon, 15 Jun 2026 14:21:23 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Pamela Puglieri]]></dc:creator>
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      <category>Filtros AdGuard</category>
      <category>Funcionalidades do AdGuard</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Já aconteceu de você receber um e-mail e, poucos minutos depois, ter a impressão de que o remetente já sabia que você o havia aberto? Talvez tenha sido um e-mail de marketing seguido imediatamente por outra mensagem. Talvez uma newsletter tenha ficado repentinamente mais “personalizada”. Ou talvez você tenha começado a ver anúncios relacionados a algo que só havia lido em um e-mail... Parece assustador? É porque realmente é.</p>
<p>A maioria das pessoas não sabe que muitos e-mails contêm ferramentas invisíveis de rastreamento projetadas para monitorar o que acontece depois que uma mensagem é aberta. E, ao contrário de anúncios ou pop-ups, esses rastreadores operam de forma totalmente silenciosa em segundo plano. É por isso que estamos lançando a <strong>Proteção contra Rastreamento em E-mails do AdGuard</strong>, um novo filtro criado para bloquear pixels de rastreamento em e-mails e proteger sua privacidade em aplicativos de e-mail e clientes de webmail.</p>
<h2 id="o-que-s%C3%A3o-pixels-de-rastreamento-em-e-mails">O que são pixels de rastreamento em e-mails?</h2>
<p>Pixels de rastreamento são pequenas imagens invisíveis incorporadas a e-mails em formato HTML. Normalmente, eles têm apenas 1×1 pixel de tamanho e são completamente transparentes, o que faz com que você nunca os perceba.</p>
<p>Quando você abre o e-mail, seu cliente de e-mail carrega automaticamente essa imagem a partir do servidor do remetente. Essa única solicitação pode revelar uma quantidade surpreendente de informações, incluindo:</p>
<ul>
<li>Se você abriu o e-mail</li>
<li>O horário exato em que ele foi aberto</li>
<li>Sua localização aproximada</li>
<li>Seu endereço IP</li>
<li>O dispositivo e cliente de e-mail que você utiliza</li>
</ul>
<p>Tudo isso acontece silenciosamente em segundo plano. Para você, o e-mail parece completamente normal. Mas, para o remetente, ele se torna uma fonte de dados sobre o seu comportamento. Em outras palavras, <strong>simplesmente abrir um e-mail pode se transformar em um evento de rastreamento</strong>.</p>
<p>Esses dados são amplamente utilizados para análises de marketing, medição de engajamento, segmentação de anúncios e criação de perfis de usuários. Embora algumas empresas usem esse rastreamento apenas para fins estatísticos, outras o exploram de forma agressiva para medir sua atenção e otimizar campanhas com base no seu comportamento.</p>
<p>O problema é que a maioria dos usuários nunca concordou explicitamente com esse tipo de monitoramento e, muitas vezes, nem sequer sabe que ele existe.</p>
<h2 id="conhe%C3%A7a-a-prote%C3%A7%C3%A3o-contra-rastreamento-em-e-mails-do-adguard">Conheça a Proteção contra Rastreamento em E-mails do AdGuard</h2>
<p>O novo filtro <strong>Proteção contra Rastreamento em E-mails do AdGuard</strong> bloqueia as solicitações usadas para monitorar a atividade dos usuários em e-mails. Isso significa que os pixels de rastreamento não poderão mais informar silenciosamente aos remetentes quando você abrir uma mensagem.</p>
<p>O filtro funciona tanto em aplicativos de e-mail protegidos pelo AdGuard quanto em clientes de e-mail baseados em navegador por meio do <strong>AdGuard Ad Blocker</strong>. Ele ajuda a proteger sua privacidade ao usar aplicativos e serviços de webmail como <strong>Apple Mail</strong>, <strong>Outlook</strong>, <strong>Spark</strong>, <strong>The Bat!</strong> e <strong>Thunderbird</strong>.</p>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">✉️</div><div class="kg-callout-text">No caso do <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Gmail</strong></b> e do <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Outlook Web</strong></b>, a eficácia é limitada. Isso acontece porque esses serviços carregam as imagens dos e-mails por meio de seus próprios servidores proxy, substituindo as URLs originais dos rastreadores antes que o navegador faça a solicitação.</div></div><div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">🍏</div><div class="kg-callout-text">O <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Apple Mail</strong></b> conta com um recurso chamado <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Mail Privacy Protection (MPP)</strong></b>, que carrega automaticamente os pixels de rastreamento em segundo plano. Como resultado, as taxas de abertura de e-mails se tornam pouco confiáveis e frequentemente são superestimadas.</div></div><h2 id="como-ativar-a-prote%C3%A7%C3%A3o-contra-rastreamento-de-e-mails-no-adguard">Como ativar a Proteção contra rastreamento de e-mails no AdGuard</h2>
<p>Para ativar o filtro, basta habilitar a opção <strong>Proteção contra Rastreamento em E-mails do AdGuard</strong>. Veja como fazer isso:</p>
<ul>
<li>No <strong>AdGuard para Windows v8</strong>, acesse <em>Proteção</em> → <em>Bloqueio de anúncios</em> → <em>Filtros</em>.</li>
<li>No <strong>AdGuard para Windows v7.22</strong>, acesse <em>Proteção</em> → <em>Bloqueio de anúncios</em> → <em>Adicionar um filtro</em>.</li>
<li>No <strong>AdGuard para Mac</strong>, acesse <em>Configurações…</em> → <em>Filtros</em> → botão <em>+</em>.</li>
</ul>
<blockquote>
<p>No <strong>AdGuard para Android</strong>, <strong>AdGuard para iOS</strong> e na <strong>Extensão de Navegador do AdGuard</strong>, o filtro <strong>Proteção contra Rastreamento em E-mails</strong> será disponibilizado em uma próxima atualização.</p>
</blockquote>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">🔒</div><div class="kg-callout-text">Para manter o mesmo nível de proteção da privacidade, recomendamos ativar o <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Filtro de Proteção de E-mail</strong></b> caso você já utilize o <b><strong style="white-space: pre-wrap;">Filtro de Proteção contra Rastreamento</strong></b>, pois algumas regras foram migradas deste último para o primeiro.</div></div><h2 id="compartilhe-seu-feedback">Compartilhe seu feedback</h2>
<p>Este é o primeiro lançamento de um novo filtro do AdGuard em muito tempo, e seu feedback será fundamental para nos ajudar a aprimorá-lo. Se você notar rastreadores que não foram bloqueados, problemas na exibição de e-mails ou questões de compatibilidade, avise-nos enviando um relatório por meio da ferramenta <em>Relatar um problema</em> do AdGuard ou <a href="https://reports.adguard.com/new_issue.html">diretamente pelo nosso site</a>.</p>
<p>Ao enviar um relatório pelo próprio AdGuard, as configurações relevantes são preenchidas automaticamente, o que facilita a análise por parte dos mantenedores dos filtros. Você pode encontrar instruções detalhadas sobre como relatar problemas em todos os produtos do AdGuard <a href="https://adguard.com/kb/guides/report-website/">neste guia</a>.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Bloqueadores de anúncios que vendem seus dados? Sim, eles existem</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/ad-blocking-extensions-that-sell-your-data-to-advertisers-sounds-absurd-but-its-reality.html</link>
      <pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:36:50 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
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      <category>Bloqueio de anúncios</category>
      <category>proteção de dados</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>As pessoas instalam bloqueadores de anúncios para escapar de propagandas e rastreadores. Por isso, descobrir que algumas extensões de bloqueio de anúncios se reservam abertamente o direito de coletar e vender os dados de navegação dos usuários — potencialmente até para os mesmos anunciantes dos quais afirmam “proteger” seus usuários — parece quase uma sátira. <a href="https://layerxsecurity.com/blog/your-extensions-sell-your-data-and-its-perfectly-legal/">Mas, de acordo com uma nova pesquisa da empresa de cibersegurança LayerX Security, é exatamente isso que pode estar acontecendo</a>.</p>
<p>Os pesquisadores da LayerX analisaram as políticas de privacidade de 6.666 extensões. Utilizando uma combinação de classificação por IA e revisão manual, eles identificaram pelo menos 82 extensões cujas políticas permitem explicitamente que os dados dos usuários sejam vendidos, compartilhados, licenciados ou transferidos comercialmente para terceiros. Dessas, 75 ainda estavam disponíveis na Chrome Web Store quando a pesquisa foi publicada, em abril de 2026.</p>
<p>Muitas extensões revelam que podem vender ou “compartilhar” dados dos usuários usando uma linguagem vaga, escondida em meio às políticas de privacidade. Alguns exemplos incluem:</p>
<blockquote>
<p><em>“Podemos vender ou compartilhar suas informações pessoais com terceiros.”</em></p>
</blockquote>
<blockquote>
<p><em>“Essas informações podem ser vendidas ou compartilhadas com parceiros comerciais.”</em></p>
</blockquote>
<p>Essa pequena palavra — “podemos” — carrega muito significado.</p>
<p>Algumas extensões afirmam abertamente que coletam atividade de navegação, perfis comportamentais, histórico de streaming, informações demográficas e interesses inferidos para fins de <em>“análise”</em>, <em>“marketing”</em> ou <em>“propósitos comerciais”</em>.</p>
<p>Outras seguem um caminho diferente. Segundo os pesquisadores, a maioria das extensões da Chrome Web Store sequer publica uma política de privacidade — o que pode ser um sinal de alerta ainda maior. De acordo com um relatório anterior da LayerX, cerca de 71% das extensões do Chrome não disponibilizam qualquer política de privacidade. Pelas regras da Chrome Web Store, extensões que lidam com dados de usuários são obrigadas a publicar esse documento. Embora algumas delas realmente possam não processar dados pessoais, é mais provável que a maioria o faça, já que muitas categorias populares de extensões dependem, por natureza, do acesso à atividade de navegação ou ao conteúdo das páginas para funcionar.</p>
<p>Se um desenvolvedor de extensões nem sequer se preocupou em publicar uma política de privacidade, apesar das exigências da Chrome Web Store, há poucos motivos para acreditar que ele será cuidadoso ou transparente ao lidar com suas informações. Na prática, essas extensões têm muito mais chances de coletar, compartilhar ou monetizar dados dos usuários do que aquelas que admitem isso abertamente.</p>
<p>Tudo isso pode parecer abstrato até você lembrar o quanto os dados comportamentais se tornaram valiosos. <a href="https://adguard.com/pt_br/blog/ads-auctions-surveillance-abuse.html">Já mostramos como conjuntos de dados comerciais aparentemente inofensivos alimentam cada vez mais indústrias de vigilância, sistemas de perfilamento</a> e até investigações policiais por meio de corretores de dados e empresas especializadas em inteligência de localização. O que começa como simples “análises” pode acabar integrando enormes bancos de dados comportamentais, muito distantes do propósito original para o qual os usuários acreditavam estar fornecendo suas informações.</p>
<h2 id="extens%C3%B5es-de-bloqueio-de-an%C3%BAncios-que-%E2%80%9Cvendem%E2%80%9D-seus-dados">Extensões de bloqueio de anúncios que “vendem” seus dados</h2>
<p>Entre as descobertas mais irônicas do relatório estão os próprios bloqueadores de anúncios. Os pesquisadores identificaram várias extensões desse tipo cujas políticas de privacidade permitem explicitamente a coleta de dados dos usuários e o compartilhamento dessas informações com terceiros. Juntas, essas extensões alcançam mais de 5,5 milhões de usuários.</p>
<p>Alguns exemplos destacados no relatório incluem:</p>
<ul>
<li>Stands AdBlocker (3 milhões de usuários)</li>
<li>Poper Blocker (2 milhões de usuários)</li>
<li>All Block — ad blocker for YouTube (500 mil usuários)</li>
<li>TwiBlocker (80 mil usuários)</li>
<li>Urban AdBlocker (10 mil usuários)</li>
</ul>
<p>Segundo a LayerX, algumas dessas extensões informam que coletam atividade de navegação, perfis comportamentais, dados sobre interação com anúncios e até interesses potencialmente sensíveis inferidos a partir das URLs visitadas.</p>
<p>Vale destacar que essas não são ferramentas conhecidas por seu foco em privacidade, como AdGuard, uBlock Origin ou Ghostery. Ainda assim, elas contam com audiências de milhões de usuários. E esse provavelmente é apenas o topo do iceberg. Na verdade, o problema está longe de ser novo. <a href="https://adguard.com/pt_br/blog/fake-ad-blockers-part-3.html">Há mais de cinco anos, identificamos dezenas de bloqueadores de anúncios falsos que acumularam milhões de instalações enquanto adotavam práticas enganosas, desde a coleta de dados dos usuários até a inserção de anúncios e scripts de rastreamento em páginas da web</a>.</p>
<p>Por isso, a transparência deve ser um dos primeiros critérios avaliados antes de instalar qualquer extensão de navegador. <a href="https://chromewebstore.google.com/detail/adguard-adblocker/bgnkhhnnamicmpeenaelnjfhikgbkllg">A Extensão de Navegador AdGuard pode servir como exemplo do que os usuários devem procurar</a>. Na página do AdGuard AdBlocker na Chrome Web Store, está claramente indicado se dados dos usuários são coletados, compartilhados ou vendidos, além de informações adicionais sobre como esses dados são tratados. E, para quem quiser se aprofundar, a <a href="https://adguard.com/pt_br/privacy.html">Política de Privacidade completa do AdGuard está disponível publicamente e acessível diretamente pela própria página da extensão</a>.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/r1xqqadguard_privacy.png" alt="Política de Privacidade do AdGuard" loading="lazy"></p>
<h2 id="netflix-extens%C3%B5es-de-streaming-e-a-economia-de-dados-por-tr%C3%A1s-do-entretenimento">Netflix, extensões de streaming e a economia de dados por trás do entretenimento</h2>
<p>O relatório também revelou uma rede de extensões de navegador relacionadas a streaming que operam em plataformas como Netflix, Hulu, Disney+, Prime Video, HBO Max, Apple TV+ e outras. Todas elas estavam ligadas a uma única rede de desenvolvedores que opera sob a marca “dogooodapp” e é registrada por meio da HideApp LLC, no estado de Wyoming, nos Estados Unidos.</p>
<p>Entre as maiores extensões identificadas estavam:</p>
<ul>
<li>Custom Profile Picture for Netflix (200 mil usuários)</li>
<li>Hulu Ad Skipper (100 mil usuários)</li>
<li>Netflix Picture in Picture (100 mil usuários)</li>
<li>Ad Skipper for Prime Video (60 mil usuários)</li>
<li>Netflix Extended (60 mil usuários)</li>
</ul>
<p>Segundo os pesquisadores, as políticas de privacidade associadas a essas extensões informam a coleta de histórico de visualização, preferências de conteúdo, comportamento de streaming, informações de assinatura, dados demográficos e padrões de engajamento. Esses dados podem posteriormente ser compartilhados ou vendidos para anunciantes, empresas de análise de dados e companhias de pesquisa de mídia.</p>
<p>E é aí que a ironia se torna difícil de ignorar. Muitas dessas extensões existem em torno de plataformas que também estão se transformando rapidamente em ecossistemas de publicidade. <a href="https://adguard.com/pt_br/blog/netflix-ad-free-plan-europe.html">A Netflix tem expandido agressivamente seus planos com anúncios</a>, ao mesmo tempo em que torna os planos premium sem anúncios mais caros. <a href="https://adguard.com/pt_br/blog/amazon-prime-ads-streaming-blocking.html">O Amazon Prime Video passou a exibir anúncios automaticamente para usuários que não desejam pagar para removê-los</a>. Em toda a indústria, as plataformas de streaming estão apostando cada vez mais no crescimento da publicidade e no perfilamento comportamental, em vez de depender apenas das assinaturas.</p>
<p><a href="https://www.digital-i.com/insight-articles/tv-vs-smartphone-how-netflix-viewing-changes-by-device">E depois vêm as telas que exibem todo esse entretenimento: as smart TVs, onde a maior parte do consumo de streaming acontece atualmente</a>, e que já se consolidaram como alguns dos participantes mais agressivos da economia de coleta de dados e segmentação publicitária. Como escrevemos recentemente no blog ao abordar o tema de smart TVs exibindo anúncios sobre entradas HDMI e até durante partidas de videogame, <a href="https://adguard.com/pt_br/blog/smart-tv-ads-playstation-hdmi-block.html">os fabricantes de TVs não estão mais apenas monetizando aplicativos e telas iniciais — eles estão avançando gradualmente para monetizar a própria experiência de visualização</a>.</p>
<p>Essas extensões estão, na prática, se aproveitando exatamente desse mesmo ecossistema — coletando dados sobre o que as pessoas assistem, clicam, ignoram e com o que interagem, porque essas informações se tornaram muito mais valiosas para anunciantes e empresas de análise do que o próprio hardware ou as assinaturas.</p>
<h2 id="por-que-isso-importa">Por que isso importa</h2>
<p>Pode ser tentador enxergar o rastreamento por extensões de navegador como algo inofensivo quando comparado a malware ou ao roubo direto de credenciais, como senhas e PINs. O problema é que a coleta moderna de dados é apenas uma peça de um quebra-cabeça muito maior de vigilância digital.</p>
<p>Os dados coletados por meio de análises aparentemente inocentes podem ter consequências reais. Eles podem resultar em <a href="https://www.aclu.org/news/racial-justice/big-data-could-set-insurance-premiums-minorities-could">prêmios de seguro mais altos</a>, facilitar que empresas <a href="https://www.ftc.gov/news-events/news/press-releases/2025/01/ftc-surveillance-pricing-study-indicates-wide-range-personal-data-used-set-individualized-consumer">cobrem preços diferentes de pessoas diferentes pelo mesmo produto</a> e expor usuários a anúncios e golpes cada vez mais agressivos e personalizados de acordo com seus interesses.</p>
<p>As extensões de navegador talvez não saibam sua localização física exata da mesma forma que aplicativos móveis, mas ainda podem coletar enormes quantidades de dados comportamentais. Isso inclui histórico de navegação, consultas de pesquisa, atividades de compra, hábitos de streaming, links clicados, abas abertas, interesses inferidos a partir dos sites visitados e, em alguns casos, até mesmo o conteúdo das páginas com as quais você interage.</p>
<p>Individualmente, esses conjuntos de dados podem parecer relativamente banais. Mas, quando enriquecidos com informações de anunciantes, corretores de dados e registros públicos, podem se tornar surpreendentemente reveladores — expondo situação financeira, inclinações políticas, preocupações com saúde e muito mais.</p>
<p>Recentemente, escrevemos sobre <a href="https://adguard.com/pt_br/blog/weblock-location-tracking-surveilliance.html">como os ecossistemas comerciais de localização e publicidade estão possibilitando cada vez mais esse tipo de perfilamento e vigilância em larga escala</a>, e sobre como a <a href="https://adguard.com/pt_br/blog/ads-auctions-surveillance-abuse.html">indústria moderna de adtech funciona, na prática, como um sistema de transmissão de dados em tempo real</a>, no qual informações dos usuários são constantemente compartilhadas, negociadas e analisadas nos bastidores.</p>
<p>E, ao contrário de uma senha comprometida, perfis comportamentais não podem simplesmente ser trocados depois que são expostos.</p>
<h2 id="o-que-fazer-antes-de-instalar-extens%C3%B5es-de-navegador">O que fazer antes de instalar extensões de navegador</h2>
<p>Nenhuma extensão é automaticamente confiável apenas por estar disponível em uma loja oficial de navegadores. Além disso, extensões frequentemente exigem permissões extremamente amplas, incluindo a capacidade de ler e modificar dados em todas as páginas que você visita.</p>
<p>Isso não significa automaticamente que a extensão está prestes a roubar seus dados. Algumas categorias realmente precisam desse nível de acesso para funcionar. Bloqueadores de anúncios, por exemplo, necessitam de permissão para ler e modificar o conteúdo das páginas a fim de remover anúncios, bloquear rastreadores e filtrar scripts maliciosos antes que sejam carregados.</p>
<p>Antes de instalar uma extensão, vale a pena seguir uma lista rápida de verificação:</p>
<ul>
<li>
<p>Leia a política de privacidade em busca de sinais de alerta, especialmente expressões como:</p>
<ul>
<li>“pode compartilhar”</li>
<li>“parceiros comerciais”</li>
<li>“fins analíticos”</li>
<li>“propósitos comerciais”</li>
<li>“afiliadas e terceiros”</li>
</ul>
</li>
<li>
<p>Desconfie de extensões que não possuem política de privacidade</p>
</li>
<li>
<p>Verifique quem desenvolveu a extensão</p>
</li>
<li>
<p>Observe o número de instalações, mas lembre-se de que ele pode ser artificialmente inflado</p>
</li>
<li>
<p>Leia as avaliações de forma crítica: avaliações falsas são comuns, e uma grande quantidade de comentários positivos muito parecidos deve ser considerada um sinal de alerta</p>
</li>
<li>
<p>Evite instalar extensões desnecessárias</p>
</li>
<li>
<p>Sempre que possível, prefira ferramentas de privacidade de código aberto e bem estabelecidas</p>
</li>
</ul>
<p>Curiosamente, o relatório também destacou algumas extensões que compensam os usuários de forma explícita pelo compartilhamento voluntário de dados. Pelo menos nesses casos, a relação é transparente: os usuários sabem que estão trocando dados por dinheiro.</p>
<p>O problema maior é o ecossistema muito mais amplo que coleta e monetiza silenciosamente o comportamento dos usuários por trás de termos jurídicos vagos que quase ninguém lê. No fim das contas, um bloqueador de anúncios que lucra vendendo dados de navegação de volta para o ecossistema publicitário não está realmente combatendo os anúncios. Ele apenas está alimentando outra parte do mesmo sistema.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>17 anos, 17 funcionalidades do AdGuard: seleção dos usuários e colaboradores</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-team-top-17-features.html</link>
      <pubDate>Tue, 02 Jun 2026 18:03:48 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Eleonora Volkova]]></dc:creator>
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      <category>Funcionalidades do AdGuard</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Cada um de nós tem uma lista pessoal de recursos do AdGuard que realmente adora — simplesmente porque eles sempre salvam o dia, facilitam a vida ou fazem seu trabalho de forma discreta e confiável todos os dias.</p>
<p>Para celebrar nosso 17º aniversário, reunimos a seleção mais sincera possível desses recursos. Dos que estão sempre em destaque aos que ficam escondidos nas profundezas das configurações. Aqui você encontrará tanto os favoritos dos nossos desenvolvedores quanto os recursos que os usuários mais elogiam em comentários nas redes sociais e fóruns.</p>
<p>Sinta-se à vontade — vamos compartilhar alguns dos nossos recursos mais queridos e úteis.</p>
<h2 id="rotas-inteligentes-para-o-seu-tr%C3%A1fego">Rotas inteligentes para o seu tráfego</h2>
<p>Você é do tipo que leva a privacidade a sério — VPN sempre ligada, sem exceções. Até que algum aplicativo decide simplesmente não funcionar com ela, e, ocasionalmente, outro se recusa a funcionar <em>sem</em> ela. Então lá está você, ligando e desligando a VPN o tempo todo, como se fosse um segundo emprego, aos poucos perdendo a paciência.</p>
<p>Estes recursos vão acabar com essa dor de cabeça de uma vez por todas.</p>
<h3 id="1-exclus%C3%B5es-no-adguard-vpn">1. Exclusões no AdGuard VPN</h3>
<p>Quando perguntamos à equipe qual recurso eles mais gostam, várias pessoas mencionaram este imediatamente. Em <em>Exclusões</em>, você pode configurar quais aplicativos e sites acessam a internet diretamente e quais devem usar a VPN. O tráfego é dividido automaticamente, sem qualquer intervenção da sua parte — ou seja, nada de ficar ativando e desativando a VPN o tempo todo.</p>
<h3 id="2-localiza%C3%A7%C3%B5es-salvas-no-adguard-vpn">2. Localizações salvas no AdGuard VPN</h3>
<p>O Diretor de Produto do AdGuard admite que, a princípio, <em>Localizações salvas</em> parecia apenas um recurso interessante. Não havia tantos servidores, e quem realmente troca de país todos os dias? Mas, aos poucos, os casos de uso começaram a surgir: acessar um site bancário do exterior, assistir futebol, pagar uma assinatura na moeda correta. “Em determinado momento, percebi que estava sempre me conectando aos mesmos países”, conta ele. “Agora abro o menu da bandeja do sistema e tudo o que preciso está ali, a apenas um clique.” Um pequeno detalhe que economiza minutos valiosos.</p>
<h3 id="3-lista-de-permiss%C3%B5es-no-bloqueador-de-an%C3%BAncios-adguard">3. Lista de permissões no Bloqueador de Anúncios AdGuard</h3>
<p>O líder da equipe de Extensões descreve este recurso como simples, mas extremamente útil. A <em>Lista de permissões</em> resolve um dilema familiar para muita gente: você gosta de um site e quer apoiar seus criadores visualizando os anúncios, mas desativar a proteção completamente é como sair na chuva sem guarda-chuva. Com a Lista de permissões, basta adicionar o site às exceções do bloqueador. Um clique — e a filtragem é desativada apenas para aquele site, enquanto o restante da internet continua protegido.</p>
<h3 id="4-lista-de-permiss%C3%B5es-invertida-no-bloqueador-de-an%C3%BAncios-adguard">4. Lista de permissões invertida no Bloqueador de Anúncios AdGuard</h3>
<p>Espere, não acabamos de falar disso? Não exatamente — aqui estamos falando da <em>Lista de permissões invertida</em>. Este recurso nasceu a partir do feedback dos usuários, que desempenham um papel decisivo na escolha dos recursos que chegam ao AdGuard. Nesse modo, o AdGuard fica inativo em todos os sites, exceto nos que você adicionou manualmente à lista. Digamos que você conheça alguns sites particularmente carregados de spam: basta adicioná-los, e a proteção será aplicada apenas a eles, deixando todo o restante intocado. Uma verdadeira joia para quem não quer bloquear tudo, mas está cansado de banners gritantes em alguns lugares específicos.</p>
<h2 id="organiza%C3%A7%C3%A3o-perfeita-na-p%C3%A1gina">Organização perfeita na página</h2>
<p>Você abre seu site favorito — e há um banner ocupando metade da tela. Ou um espaço vazio deixado para trás porque o bloqueador removeu o anúncio, mas esqueceu o contêiner que o abrigava. A página fica parecendo que alguém deu uma mordida nela. Os próximos recursos garantem um acabamento impecável para suas páginas.</p>
<h3 id="5-regras-de-filtragem-personalizadas">5. Regras de filtragem personalizadas</h3>
<p>Para quem deseja criar seu próprio sistema de proteção, existem as regras de filtragem personalizadas. Nosso CTO as descreve de forma filosófica: “Toda a história das regras é complexa, mas extremamente flexível.” Em essência, você assume o controle do conteúdo. Pode criar regras que permitam o carregamento de determinados elementos da página enquanto impedem que outros sequer cheguem ao navegador. É a escolha dos usuários avançados para quem os filtros padrão não são suficientes e que desejam ajustar a internet com precisão milimétrica.</p>
<h3 id="6-bloquear-elemento-na-p%C3%A1gina">6. Bloquear elemento na página</h3>
<p>Se scripts avançados não fazem o seu estilo, mas você realmente quer remover aquele banner irritante ou aquela barra flutuante da tela, surge um novo herói. O recurso de bloqueio de elementos na página faz parte do <strong>Assistente do AdGuard</strong> e é um dos favoritos dos usuários, frequentemente elogiado. Basta clicar em <em>Bloquear anúncios neste site</em>, selecionar o elemento que está incomodando — e ele desaparece. Para sempre. Os perfeccionistas adoram esse recurso, e nós entendemos o motivo: a página fica limpa como a capa de uma revista retocada, sem que você precise escrever uma única linha de código.</p>
<h3 id="7-desativar-a-prote%C3%A7%C3%A3o-por-30-segundos">7. Desativar a proteção por 30 segundos</h3>
<p>O recurso favorito do nosso Editor-Chefe. Às vezes, um site apresenta problemas por causa de um script mal integrado (e aplicar filtragem a esses elementos pode piorar ainda mais a situação), ou você precisa visualizar urgentemente uma página em sua forma “original”, ainda que cheia de spam. Em vez de abrir a interface toda vez que quiser desativar a proteção e correr o risco de esquecer de reativá-la depois, basta pausá-la por um breve instante. Exatamente trinta segundos depois, o AdGuard retomará silenciosamente suas funções.</p>
<h2 id="controle-total-nos-bastidores-n%C3%ADvel-geek">Controle total nos bastidores (nível: geek)</h2>
<p>Em aniversários marcantes como este, não pensamos apenas nos recursos mais famosos, mas também naqueles que vêm trabalhando silenciosamente nos bastidores há muito tempo, escondidos sob o capô.</p>
<h3 id="8-scripts-de-usu%C3%A1rio">8. Scripts de usuário</h3>
<p>Para os geeks que sempre acham que os navegadores poderiam fazer mais, existem os scripts de usuário. O AdGuard para Android e desktop pode funcionar como um gerenciador completo de scripts. Isso significa que você pode expandir a funcionalidade dos sites diretamente pelo bloqueador — adicionar novos botões, redesenhar interfaces e se sentir um verdadeiro mago da internet. Esse tema costuma explodir em discussões no Reddit, e por um bom motivo.</p>
<h3 id="9-registro-de-filtragem">9. Registro de filtragem</h3>
<p>Um dos recursos favoritos da líder da equipe de Relações Públicas. Ela descreve a experiência assim: “Você pode observar em tempo real quais rastreadores estão batendo à sua porta e de onde eles vêm. Você abre uma página e vê solicitações e bloqueios acontecendo por toda parte... Tudo em uma única telinha!” É fascinante de acompanhar e oferece uma visão completa do que está acontecendo.</p>
<h3 id="10-acesso-aos-servi%C3%A7os-nos-seus-pr%C3%B3prios-termos-com-o-adguard-home">10. Acesso aos serviços nos seus próprios termos com o AdGuard Home</h3>
<p>O líder da equipe Go cita um dos seus casos de uso favoritos: bloquear serviços como YouTube, Reddit e outras redes sociais (inclusive em horários específicos ou seguindo uma programação). Isso ajuda a manter o foco e eliminar distrações durante o trabalho.</p>
<h3 id="11-controle-do-tr%C3%A1fego-em-todos-os-dispositivos-com-o-adguard-home">11. Controle do tráfego em todos os dispositivos com o AdGuard Home</h3>
<p>Outro recurso favorito do mesmo colega: a capacidade de monitorar e controlar o que realmente está acontecendo nos seus dispositivos — “para entender que <em>[censurado]</em> está tentando se conectar a quê e bloquear tudo isso”, para citar suas palavras exatas.</p>
<h3 id="12-trusttunnel">12. TrustTunnel</h3>
<p>A ferramenta que nosso CTO utiliza todos os dias. O TrustTunnel é nosso cliente de código aberto para conexões personalizadas. Quando uma VPN tradicional não é suficiente — quando você não quer apenas escolher um servidor de uma lista, mas definir toda a rota por conta própria — o TrustTunnel oferece liberdade total. Como diz o CTO: “Eu o uso quase mais do que uma VPN comum.” E isso não é exagero: para quem valoriza independência online, essa ferramenta rapidamente se torna a principal.</p>
<h3 id="13-registro-de-conex%C3%B5es-no-trusttunnel">13. Registro de conexões no TrustTunnel</h3>
<p>Para onde o seu tráfego realmente vai? O <em>Registro de conexões</em> responde essa pergunta. O líder da equipe de desenvolvimento mobile explica: “Essa opção é muito útil para analisar para onde o tráfego foi enviado, permitindo adicionar rapidamente os IPs necessários às exceções.” Em essência, é como um raio-X da sua própria conexão.</p>
<h2 id="seguran%C3%A7a-limpeza-e-tranquilidade">Segurança, limpeza e tranquilidade</h2>
<p>Esses recursos seguem a filosofia do “configure uma vez e esqueça”. São como super-heróis combatendo anúncios e rastreamento, colocando ordem na internet enquanto você dorme. O líder da equipe de Extensões considera justamente essa filosofia a parte mais incrível do Bloqueador de Anúncios AdGuard: “Ele funciona sozinho, até o dia em que você o desativa por acidente — e então percebe a quantidade absurda de publicidade que realmente existe no mundo.”</p>
<h3 id="14-integra%C3%A7%C3%A3o-entre-adguard-mail-e-temp-mail">14. Integração entre AdGuard Mail e Temp Mail</h3>
<p>Talvez não seja totalmente justo listar um produto inteiro como um único recurso, mas simplesmente precisamos falar sobre este. Enquanto seu tráfego segue pelas rotas corretas, sua caixa de entrada continua correndo o risco de ser inundada por spam. Cada cadastro em um site descartável, cada loja virtual com um formulário suspeito — e pronto, lá vêm centenas de e-mails indesejados.</p>
<p>Para isso, temos o AdGuard Mail com integração ao Temp Mail. Nossa gerente de conteúdo descreve sua experiência assim: “Eu praticamente não forneço mais meu endereço de e-mail real para ninguém. Recebo todos os códigos promocionais e newsletters em um endereço temporário com um nome engraçado (obrigada aos desenvolvedores pelo senso de humor!).”</p>
<p>Você também pode configurar encaminhamentos de e-mail para receber mensagens no seu endereço privado. Assim, sua caixa principal permanece protegida e praticamente impecável.</p>
<h3 id="15-prote%C3%A7%C3%A3o-contra-rastreamento-no-bloqueador-de-an%C3%BAncios-adguard">15. Proteção contra rastreamento no Bloqueador de Anúncios AdGuard</h3>
<p>Os defensores da privacidade adoram especialmente este recurso. O módulo antirrastreamento não apenas remove anúncios — ele elimina parâmetros UTM dos links, oculta suas consultas de pesquisa, mascara seu endereço IP e impede que os sites construam um perfil detalhado sobre você.</p>
<h3 id="16-prote%C3%A7%C3%A3o-contra-phishing">16. Proteção contra phishing</h3>
<p>É aquele recurso do qual você se esquece completamente até o momento em que ele entra em ação. Você clica em um link aparentemente comum e, em uma fração de segundo, o AdGuard verifica o site em seu banco de dados. Se o site estiver se passando por uma página bancária ou loja virtual para roubar seus dados, você verá um aviso. A proteção contra phishing é o tipo de recurso em que você não pensa — até que ele o salva de um golpe.</p>
<h3 id="17-bloqueio-de-an%C3%BAncios-em-aplicativos-e-jogos">17. Bloqueio de anúncios em aplicativos e jogos</h3>
<p>Os jogadores de dispositivos móveis sentem os benefícios desse recurso de forma particularmente intensa. Qualquer pessoa que já tenha aberto um jogo gratuito sabe: os anúncios não pedem licença. Eles aparecem entre as fases, surgem sobre a interface e roubam segundos preciosos da sua diversão. O bloqueio de anúncios em aplicativos é um dos recursos pelos quais nossos desenvolvedores recebem os agradecimentos mais calorosos da comunidade gamer.</p>
<h2 id="algumas-palavras-da-autora-para-encerrar">Algumas palavras da autora para encerrar</h2>
<p>E eu? Como gerente de mídias sociais, os recursos que mais valorizo são o <strong>TrustTunnel</strong> e as <strong>Exclusões</strong> no AdGuard VPN. Passo muito tempo publicando conteúdo e respondendo usuários em diferentes redes sociais, e não gostaria de fazer isso com a proteção da VPN desativada. Mas também não quero ficar ligando e desligando a proteção sempre que preciso acessar meu aplicativo bancário ou assistir a um episódio da minha série favorita em uma plataforma de streaming. Por isso, as <strong>Exclusões</strong> são uma verdadeira salvação. E a velocidade do TrustTunnel... Você já viu? Tudo funciona tão rápido que é fácil ficar mal-acostumado!</p>
<p>Claro, existem outros favoritos, como os <strong>Filtros personalizados</strong> no Bloqueador de Anúncios AdGuard, por exemplo. Há algum tempo, fiz uma série de publicações mostrando aos seguidores como criar suas próprias regras e aplicá-las no aplicativo sem precisar de conhecimentos avançados de programação. Para ser sincera, tive bastante dificuldade no início — mas foi exatamente por isso que acabei me apaixonando por esse recurso. Aprendi muito com ele!</p>
<p>Obrigado por estarem conosco durante todos esses 17 anos. A internet continua mudando (e nem sempre para melhor), mas prometemos continuar eliminando o ruído digital para você. Feliz aniversário, AdGuard! 🎉</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Nem mesmo a tela do seu PlayStation está a salvo dos anúncios nas smart TVs</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/smart-tv-ads-playstation-hdmi-block.html</link>
      <pubDate>Sat, 30 May 2026 14:45:45 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a1cf2591beaf40001a39046</guid>
      <category>Bloqueio de anúncios</category>
      <category>Notícias do setor</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Imagine conectar seu console de videogame àquela enorme smart TV OLED que você comprou especificamente para jogar, sentar para mergulhar em um mundo distante da realidade, entrar na sua conta da PlayStation — e ser recebido por um anúncio de pizza ou geladeira surgindo no canto da tela. Não dentro de um aplicativo de streaming ou de um menu, mas diretamente sobre a entrada HDMI conectada ao seu console. Você não pode fechá-lo imediatamente e, da última vez que usou a TV, ele nem sequer estava lá!</p>
<p>Por mais frustrante que isso pareça, essa está se tornando cada vez mais a realidade das smart TVs premium modernas.</p>
<h2 id="o-que-aconteceu">O que aconteceu</h2>
<p>Esse cenário aconteceu recentemente com o proprietário de uma TV OLED da LG, que compartilhou uma captura de tela no Reddit mostrando um <a href="https://www.reddit.com/r/mildlyinfuriating/comments/1tci12o/my_1400_lg_oled_tv_is_displaying_ads_after_latest/?rdt=40688">banner promocional aparecendo no canto inferior esquerdo da tela durante a sequência de inicialização de um PlayStation 5</a>. O anúncio, promovendo “pizzas e favoritos para uma noite de cinema”, aparecia diretamente sobre a imagem do console transmitida pela HDMI, e não dentro da interface da smart TV da LG. Segundo o usuário, o banner começou a aparecer apenas após uma atualização recente de firmware.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/8f34uimage2.png" alt="TV OLED da LG exibindo anúncios quando conectada a um PlayStation" loading="lazy"></p>
<p>O incidente também não parece ter sido isolado. Na mesma época, <a href="https://www.reddit.com/r/LGOLED/comments/1t6va8h/im_sorry_why_the_hell_am_i_getting_pop_up/">outro proprietário de uma LG OLED publicou no Reddit reclamando de “anúncios pop-up para pedidos pelo Instacart” aparecendo em sua TV de US$ 1.500 enquanto usava um PS5</a>. O usuário explicou que já havia desativado os recursos de publicidade nas configurações quando comprou a TV, mas os anúncios aparentemente voltaram depois.</p>
<blockquote>
<p>“Tive que fuçar nas configurações para desativar isso, ou pelo menos achei que tinha desativado. Liguei a TV, iniciei o PS5 e outro anúncio apareceu. Compro uma TV topo de linha e recebo anúncios. Inacreditável. Não vou comprar LG de novo, e se todos os fabricantes estiverem fazendo isso, simplesmente não vou comprar uma TV. Estou furioso.”</p>
</blockquote>
<p><a href="https://www.reddit.com/r/LGOLED/comments/1t6va8h/comment/okkiioa/">Outro comentarista na mesma discussão descreveu uma experiência quase idêntica</a>, dizendo que havia desativado todos os anúncios assim que comprou a TV, apenas para encontrar posteriormente outro anúncio promocional enquanto usava o console:</p>
<blockquote>
<p>“Ontem liguei a TV junto com o PS5 e apareceu algum tipo de anúncio na parte inferior da tela... Fiquei extremamente irritado.”</p>
</blockquote>
<h2 id="por-que-isso-parece-especialmente-injusto">Por que isso parece especialmente injusto</h2>
<p>O que diferencia esse caso da bagunça habitual das smart TVs é o local onde o anúncio aparece. Não se trata de um anúncio dentro da Netflix, do YouTube ou da tela inicial da LG. <strong>Ele está sendo sobreposto a um conteúdo vindo de um dispositivo externo pelo qual o usuário já pagou.</strong></p>
<p>Já fomos condicionados a tolerar anúncios e recomendações em aplicativos de streaming e menus de smart TVs, mas publicidade sobreposta à entrada de um console parece significativamente mais invasiva. Nesse momento, você não está mais interagindo com a plataforma da LG nem com um serviço de streaming — você está simplesmente usando seu PlayStation. É justamente isso que torna toda a situação tão intrusiva e, de certa forma, deprimente.</p>
<p>Outro aspecto particularmente frustrante é que essas mudanças aparentemente chegaram por meio de uma atualização de firmware, o que significa que os proprietários não compraram a TV nesse estado. Eles adquiriram um produto e, com o tempo, atualizações de software o transformaram silenciosamente — ou melhor, o degradaram — em algo completamente diferente.</p>
<p>Uma TV premium já não se comporta mais como um produto estático que pertence integralmente à pessoa que a comprou, mas cada vez mais como uma plataforma de publicidade controlada remotamente, cujo comportamento, recursos e nível de invasividade podem ser alterados a critério do fabricante muito depois da compra ter sido realizada.</p>
<h2 id="cruzando-a-linha">Cruzando a linha</h2>
<p>O problema não é simplesmente a existência de anúncios nas smart TVs. Essa batalha foi praticamente perdida há anos. Telas iniciais repletas de conteúdo patrocinado, trailers reproduzidos automaticamente, recomendações e promoções de serviços de streaming já se tornaram padrão na maioria das plataformas de TV.</p>
<p>O problema é que os fabricantes deixaram de limitar a publicidade aos seus próprios ecossistemas de software.</p>
<p>Exibir anúncios sobre entradas HDMI muda fundamentalmente a relação entre o usuário e o dispositivo. Se alguém está usando um PlayStation, Xbox, Apple TV, Blu-ray player ou PC, a TV deveria funcionar como uma tela, e não como uma camada ativa de publicidade posicionada entre o usuário e o seu próprio hardware.</p>
<p>Pelo menos é isso que ainda parece intuitivamente correto, mesmo que os limites do que é considerado “aceitável” em smart TVs venham se deteriorando gradualmente há anos.</p>
<p>Mas, de certa forma, nós já víamos isso chegando. Há alguns anos, escrevemos sobre <a href="https://adguard.com/en/blog/roku-hdmi-ads.html">uma patente registrada pela Roku descrevendo uma tecnologia capaz de exibir anúncios sobre dispositivos conectados por HDMI, incluindo consoles de videogame, dispositivos de streaming e reprodutores multimídia</a>.</p>
<p>O sistema descrito na patente permitiria que a TV detectasse pausas ou determinados momentos durante a reprodução de conteúdo externo e inserisse temporariamente anúncios diretamente na tela, mesmo quando o usuário não estivesse interagindo com o software da Roku.</p>
<p>Na época, muitas pessoas descartaram isso como apenas mais uma patente especulativa, mas ela refletia uma direção muito mais ampla para a qual a indústria de smart TVs vem se movendo há anos: transformar qualquer superfície possível — inclusive entradas HDMI tradicionalmente consideradas livres de interferência — em espaço publicitário monetizável.</p>
<p>O que está acontecendo agora nas TVs da LG mostra que esse futuro já deixou de ser hipotético.</p>
<h2 id="a-lg-como-uma-das-pioneiras-na-transforma%C3%A7%C3%A3o-das-tvs-em-plataformas-de-publicidade">A LG como uma das pioneiras na transformação das TVs em plataformas de publicidade</h2>
<p>Isso não aconteceu da noite para o dia. A LG vem expandindo constantemente seus sistemas de publicidade e monetização de audiência dentro do ecossistema de smart TVs há anos.</p>
<p>Em 2021, foi relatado que <a href="https://www.theverge.com/tldr/2021/3/10/22323790/lg-oled-tv-commercials-content-store">as TVs OLED da LG começaram a reproduzir automaticamente anúncios em vídeo com som dentro da loja de aplicativos da empresa enquanto os usuários simplesmente atualizavam aplicativos</a>. Na época, a experiência foi considerada surpreendentemente agressiva até mesmo para os padrões das smart TVs.</p>
<p>Em 2024, surgiram relatos de que <a href="https://www.theverge.com/2024/9/26/24254935/lg-smart-tv-oled-screensaver-ads-idle-mode">algumas TVs da LG começaram a exibir anúncios durante o modo de proteção de tela quando estavam ociosas</a>. Mais recentemente, a LG foi ainda mais longe ao <a href="https://arstechnica.com/gadgets/2024/09/lg-tvs-continue-down-advertising-rabbit-hole-with-new-screensaver-ads/">integrar tecnologias de publicidade baseadas em IA capazes de analisar o comportamento dos espectadores e seu engajamento emocional para personalizar anúncios</a>.</p>
<p>A ideia de que uma televisão não apenas monitora o que as pessoas assistem, mas também tenta inferir como elas reagem emocionalmente ao conteúdo para exibir publicidade mais eficaz, leva as smart TVs para um território que se parece menos com eletrônicos de consumo e mais com uma infraestrutura de vigilância invasiva instalada diretamente na sala de estar.</p>
<p>As iniciativas da LG na indústria da publicidade refletem uma mudança muito maior que vem ocorrendo no setor ao longo da última década. Fabricantes de televisores deixaram de tratar o software das smart TVs como um recurso secundário e passaram a vê-lo como um negócio publicitário de longo prazo. A Roku se tornou um dos exemplos mais claros dessa transição, <a href="https://cordcuttersnews.com/roku-hires-a-former-facebook-executive-to-help-lead-the-company/">posicionando-se abertamente como uma empresa de publicidade baseada em dados de engajamento televisivo</a>. Samsung, Vizio, Amazon, Google TV e LG seguiram caminhos semelhantes.</p>
<p>Independentemente do que essas empresas afirmem, o verdadeiro valor de longo prazo para elas está cada vez mais na coleta de dados comportamentais, na exibição de anúncios, no rastreamento do engajamento e na monetização dos espectadores muito depois de a TV sair da loja.</p>
<p>Alguns fabricantes já nem tentam esconder essa mudança. <a href="https://adguard.com/en/blog/free-telly-ads-privacy.html">Em 2023, uma empresa chamada Telly começou a oferecer TVs 4K de 55 polegadas “gratuitas”</a> totalmente baseadas em publicidade constante e coleta de dados, com uma segunda tela integrada dedicada permanentemente a notícias, conteúdo patrocinado e anúncios.</p>
<p>Pelo menos nesse caso, a troca é explícita desde o início. Ainda assim, muitas pessoas esperam subconscientemente que produtos premium estejam de alguma forma isentos dessas práticas. Embora a monetização agressiva em dispositivos baratos possa parecer aceitável para alguns, quase ninguém espera que uma TV OLED topo de linha custando mais de US$ 1.000 se comporte como um outdoor digital que se transforma cada vez mais em uma máquina de vender anúncios após a compra.</p>
<h2 id="o-que-alimenta-os-an%C3%BAncios-em-smart-tvs">O que alimenta os anúncios em smart TVs</h2>
<p>O motivo pelo qual as smart TVs conseguem fazer tudo isso está diretamente relacionado à quantidade de dados que coletam sobre os usuários e seus hábitos de visualização. As smart TVs modernas dependem fortemente de uma tecnologia chamada Reconhecimento Automático de Conteúdo (Automatic Content Recognition, ou ACR).</p>
<p>Esse sistema permite que as televisões identifiquem e analisem o conteúdo exibido na tela independentemente de sua origem: aplicativos de streaming, decodificadores de TV, canais ao vivo, reprodutores multimídia e até mesmo dispositivos conectados por HDMI.</p>
<p><a href="https://us.lgappstv.com/main/terms">De acordo com a própria política de privacidade da LG, a empresa pode coletar</a>:</p>
<ul>
<li>Informações sobre canais e programas assistidos</li>
<li>Serviços de streaming e aplicativos utilizados</li>
<li>Tempo de visualização</li>
<li>Ações de reprodução, como reproduzir, pausar, parar e cliques</li>
<li>Métodos de entrada, incluindo dispositivos HDMI</li>
<li>Informações relacionadas a consoles de videogame e reprodutores multimídia</li>
<li>Dados de exposição a anúncios</li>
<li>Ativações e cancelamentos de assinaturas</li>
<li>Interações com comandos de voz</li>
<li>Identificadores de dispositivos e análises comportamentais</li>
</ul>
<p>A LG afirma explicitamente que sua tecnologia ACR pode identificar conteúdos “independentemente da fonte”, incluindo consoles de videogame, decodificadores e dispositivos multimídia externos conectados por HDMI.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/7lbfklimage3.png" alt="Trecho da política de privacidade da LG" loading="lazy"></p>
<p>Seu braço de publicidade, a LG Ad Solutions, promove abertamente essa capacidade para anunciantes. <a href="https://lgads.tv/technology/">A empresa oferece segmentação baseada em comportamento de jogadores, uso de aplicativos, hábitos de visualização, preferências de streaming, atividade de assinaturas e até exposição a anúncios específicos</a>.</p>
<p>Entre as categorias de segmentação promovidas pela LG estão:</p>
<ul>
<li>Jogadores que utilizam consoles e plataformas específicas</li>
<li>Espectadores de determinados serviços de streaming e gêneros de conteúdo</li>
<li>Usuários expostos a anúncios de concorrentes</li>
<li>Pessoas que assistem muita ou pouca TV</li>
<li>Ativações e cancelamentos de assinaturas</li>
<li>Segmentação regional e baseada em localização</li>
</ul>
<p>A LG descreve essas informações como “dados determinísticos de audiência” coletados “diretamente na tela”.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/wofgsimage1.png" alt="Razões para anunciantes migrarem para anúncios em TVs conectadas, segundo a LG" loading="lazy"></p>
<p>Em resumo, essa coleta incessante de dados detalhados é o que torna as smart TVs modernas fundamentalmente diferentes das televisões antigas. Elas não são mais telas passivas. São plataformas conectadas de análise de dados que coletam constantemente informações comportamentais para otimizar publicidade, recomendações e segmentação de audiência.</p>
<h2 id="como-se-livrar-dos-an%C3%BAncios-em-smart-tvs">Como se livrar dos anúncios em smart TVs</h2>
<p>A forma mais eficaz de limitar anúncios, rastreamento e promoções indesejadas em smart TVs é desconectá-las completamente da internet e utilizá-las apenas como telas, em conjunto com dispositivos externos como Apple TV, Chromecast, consoles de videogame ou aparelhos de streaming.</p>
<p>Sem acesso à internet, a TV perde grande parte da capacidade de baixar novos módulos de publicidade, obter conteúdo promocional, transmitir dados analíticos e introduzir silenciosamente novos recursos por meio de atualizações de firmware. É claro que isso também representa uma grande concessão e, de certa forma, anula o principal propósito de comprar uma TV “inteligente”.</p>
<p>Se você quiser manter a TV conectada, ainda pode tentar desativar manualmente alguns dos recursos de publicidade e recomendação da LG. Nas TVs da marca, isso normalmente pode ser feito acessando <strong>Configurações → Geral → Sistema → Configurações adicionais → Configurações da Página Inicial</strong> e desativando opções como <strong>“Promoção da Página Inicial”</strong> e <strong>“Recomendações de Conteúdo”</strong>.</p>
<p>O problema é que atualizações de firmware já foram repetidamente acusadas de reativar sistemas promocionais ou introduzir silenciosamente novos comportamentos publicitários posteriormente. Também vale lembrar que, mesmo com o ACR desativado, sua smart TV ainda poderá coletar alguns dados sobre você, incluindo potencialmente informações sobre sua localização e os aplicativos que utiliza.</p>
<p>Outra opção é bloquear anúncios e rastreadores no nível da rede alterando o servidor DNS da TV. Como as TVs da LG utilizam o WebOS, os usuários não podem simplesmente instalar aplicativos tradicionais de bloqueio de anúncios ou extensões de navegador diretamente no dispositivo, o que torna a filtragem por DNS uma das poucas maneiras práticas de limitar anúncios na TV.</p>
<p>A filtragem por DNS funciona impedindo que a TV se conecte a domínios conhecidos de publicidade, análise de dados, telemetria e rastreamento.</p>
<p>No entanto, essa não é uma solução perfeita. Alguns anúncios e elementos promocionais podem já estar incorporados diretamente ao software da TV e continuar aparecendo mesmo sem contato com servidores externos. Além disso, a filtragem por DNS não consegue bloquear anúncios distribuídos pelos mesmos domínios utilizados por serviços ou aplicativos legítimos da TV, já que bloquear esses domínios também faria com que esses serviços deixassem de funcionar.</p>
<p><a href="https://adguard-dns.io/en/public-dns.html">Serviços como o AdGuard DNS permitem aplicar esse tipo de filtragem simplesmente alterando o servidor DNS da TV</a>. Quem deseja ter mais controle também pode usar <a href="https://adguard-dns.io/en/license.html">o AdGuard DNS Privado</a> ou ferramentas como <a href="https://adguard.com/en/adguard-home/overview.html">AdGuard Home</a> e Pi-hole para configurar seu próprio servidor DNS privado, com filtragem personalizada, análises, listas de bloqueio e regras específicas para smart TVs e outros dispositivos conectados.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>AdGuard Mail v1.5: novo visual, atualizações mais fáceis</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-mail-v1-5.html</link>
      <pubDate>Sun, 17 May 2026 07:14:14 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Pamela Puglieri]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a0c62261beaf40001a389c7</guid>
      <category>AdGuard Mail</category>
      <category>Lanzamiento</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description>De visuais atualizados a interações mais simples e atualizações mais fáceis, v1.5 foi pensada para tornar o app mais bonito e agradável de usar.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Normalmente não paramos para falar sobre cada nova versão do AdGuard Mail, mas a v1.5 traz tantas melhorias visíveis que merece uma apresentação especial: de visuais atualizados a interações mais simples e atualizações mais inteligentes, este lançamento foi pensado para tornar o app mais bonito e agradável de usar no dia a dia. Vamos ver o que há de novo na v1.5.</p>
<h2 id="uma-interface-mais-confort%C3%A1vel">Uma interface mais confortável</h2>
<figure class="kg-card kg-gallery-card kg-width-wide kg-card-hascaption"><div class="kg-gallery-container"><div class="kg-gallery-row"><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/zgbrybefore-temp-mail.jpeg" width="1600" height="806" loading="lazy" alt=""></div><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/60swwafter-temp-mail.jpeg" width="1600" height="806" loading="lazy" alt=""></div></div></div><figcaption><p><span style="white-space: pre-wrap;">Antes e depois do AdGuard Mail</span></p></figcaption></figure><p>Refinamos a interface, demos um visual renovado ao app com novas cores e melhoramos a experiência geral para deixar tudo mais limpo e intuitivo.</p>
<p>Também simplificamos a navegação removendo as animações de deslizar e substituindo-as por botões de ação visíveis. Menos funcionalidades escondidas, menos gestos acidentais e acesso mais rápido às ações que você realmente precisa.</p>
<h2 id="manter-o-adguard-mail-atualizado-agora-ficou-muito-mais-f%C3%A1cil">Manter o AdGuard Mail atualizado agora ficou muito mais fácil</h2>
<p>A partir da v1.5, o app pode avisar quando uma nova versão estiver disponível. Assim que você vir a notificação de atualização, basta clicar nela para iniciar o processo diretamente pela interface.</p>
<p>E se você já estiver usando a versão mais recente? Então nada muda. Quem atualizar para a v1.5 agora ainda não verá esse recurso em ação.</p>
<h2 id="temp-mail-ganha-destaque">Temp mail ganha destaque</h2>
<p>Estamos gradualmente dando mais foco aos endereços de e-mail temporários, e a tela principal do app agora reflete isso. A partir de agora, a tela padrão será <strong>Temp mail</strong> em vez de <strong>Aliases</strong>.</p>
<p>Os aliases continuam sendo uma parte importante do AdGuard Mail e, para garantir que continuem fáceis de encontrar, a nova tela inicial inclui um lembrete de que eles estarão sempre lá quando você precisar.</p>
<h2 id="conte-pra-gente-o-que-voc%C3%AA-achou">Conte pra gente o que você achou</h2>
<p>Seu feedback tem um papel enorme na evolução do AdGuard Mail, e adoraríamos saber o que você achou da nova versão. Se tiver sugestões, ideias, relatos de bugs ou simplesmente quiser compartilhar sua experiência, envie seu feedback pelo <a href="https://surveys.adguard.com/en/adguard_mail/form.html">formulário do AdGuard Mail</a>.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Este caso da Suprema Corte dos EUA pode redefinir quem é o dono dos seus dados de localização</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/location-data-geofence-warrant-privacy.html</link>
      <pubDate>Tue, 26 May 2026 10:15:49 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a16ee851beaf40001a38daf</guid>
      <category>Privacidade</category>
      <category>proteção de dados</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Você provavelmente está com o Histórico de Localização do Google ativado neste momento. Ou, pelo menos, o Google realmente quer que você esteja. Apps como o Google Maps incentivam constantemente os usuários a ativar o rastreamento de localização para desbloquear “melhores experiências”: recomendações personalizadas, previsões de trânsito, linhas do tempo de viagens, agrupamento automático de fotos, lembretes sobre lugares visitados e outros recursos convenientes que dependem silenciosamente de o Google saber onde você está — e onde você esteve.</p>
<p>Embora o Histórico de Localização venha tecnicamente desativado por padrão, o Google insiste repetidamente para que os usuários o ativem durante a configuração do Android e em apps como Maps, Fotos e Assistente. Depois de ativado, ele continua coletando dados de localização em segundo plano, mesmo quando você não está usando ativamente os serviços do Google. Com o tempo, isso cria uma linha do tempo extremamente detalhada dos seus deslocamentos, rotinas e hábitos.</p>
<p>Essa linha do tempo pode revelar muito mais do que muita gente imagina: onde você dorme, onde trabalha, quais clínicas frequenta, quais bares visita, quando participa de cerimônias religiosas, sessões de terapia ou vai ao apartamento de alguém às 23h.</p>
<p>A maioria dos usuários provavelmente consideraria essas informações extremamente privadas. O governo dos Estados Unidos, porém, agora argumenta o contrário. E esse argumento está no centro de <a href="https://www.supremecourt.gov/DocketPDF/25/25-112/368199/20250728142157250_USSC%20Petition%20for%20Writ%20of%20Certiorari.pdf">um importante caso da Suprema Corte que pode remodelar a privacidade digital nos EUA</a>.</p>
<h2 id="o-caso-que-pode-mudar-a-forma-como-os-dados-de-localiza%C3%A7%C3%A3o-s%C3%A3o-vistos">O caso que pode mudar a forma como os dados de localização são vistos</h2>
<p><a href="https://www.scotusblog.com/cases/chatrie-v-united-states/">O caso gira em torno de Okello Chatrie</a>, que foi visto em imagens de vigilância falando ao celular enquanto roubava a cooperativa de crédito Call Federal Credit Union, em Midlothian, Virgínia, em 20 de maio de 2019. Segundo os investigadores, Chatrie entrou armado no banco, ameaçou funcionários e fugiu com cerca de US$ 195 mil em dinheiro.</p>
<p>A polícia tinha poucas pistas, mas percebeu que ele estava falando ao telefone durante o roubo. Esse detalhe levou os investigadores a solicitar ao Google um mandado de geofence. Um mandado de geofence é um tipo de ordem judicial que obriga a empresa a entregar dados de localização de todos os dispositivos detectados em determinada área durante um período específico. Neste caso, as autoridades solicitaram dados de todos os dispositivos dentro de um raio de aproximadamente 150 metros do banco durante o horário do roubo. Posteriormente, defensores da privacidade que apoiavam Chatrie <a href="https://assets.aclu.org/live/uploads/2024/09/25-112-Amicus-Brief-1.pdf">compararam a área da busca a vários campos de futebol lado a lado</a> — grande o suficiente para incluir casas, empresas próximas e até uma igreja, não apenas o banco.</p>
<p>O Google então pesquisou seu banco de dados do Histórico de Localização e devolveu dados anonimizados vinculados a dispositivos que estiveram naquela área. Inicialmente, os investigadores receberam informações ligadas a 19 dispositivos. A partir daí, sem obter novos mandados, a polícia solicitou históricos adicionais de localização de dispositivos selecionados por um período maior para analisar seus deslocamentos antes e depois do roubo. Eventualmente, as autoridades pediram ao Google que removesse totalmente o anonimato de três contas.</p>
<p>Uma delas pertencia a Okello Chatrie. Investigadores posteriormente revistaram sua casa e relataram ter encontrado cerca de US$ 173 mil em dinheiro, além de armas de fogo e roupas ligadas ao roubo. Os dados de localização acabaram se tornando uma das principais provas usadas contra ele.</p>
<p>Em 2026, o caso — <a href="https://assets.aclu.org/live/uploads/2024/09/25-112-Amicus-Brief-1.pdf">Chatrie v. United States</a> — está sendo debatido na Suprema Corte dos EUA, que decidirá se esse tipo de mandado de geofence viola as proteções da Quarta Emenda contra buscas e apreensões injustificadas.</p>
<h2 id="privado-ou-n%C3%A3o">Privado ou não?</h2>
<p>A posição do governo americano é basicamente a seguinte: os usuários ativaram voluntariamente o Histórico de Localização, compartilharam voluntariamente esses dados com o Google e, portanto, não podem esperar que eles permaneçam privados. Os promotores também argumentam que os dados de localização refletem movimentos realizados em espaços públicos, então coletar esses registros não seria o mesmo que vasculhar a casa ou o diário pessoal de alguém. Defensores da privacidade e a equipe jurídica de Chatrie discordam fortemente dessa interpretação.</p>
<p>Para começar, embora o Histórico de Localização seja tecnicamente opcional, o Google passou anos incentivando agressivamente os usuários a ativá-lo. Durante a configuração do Android e dentro do Google Maps, Fotos, Assistente e outros apps, os usuários são repetidamente estimulados a ligar o recurso para “melhorar” a experiência ou desbloquear certas funções. Depois de ativado, ele se expande silenciosamente entre dispositivos e serviços, coletando continuamente dados de localização em segundo plano. Desativá-lo novamente é possível, mas o Google não torna esse processo particularmente óbvio. Mensagens internas da empresa citadas nos documentos do processo chegaram a descrever partes da interface como se tivessem sido projetadas para dificultar que as pessoas descobrissem como desativar totalmente o rastreamento.</p>
<p>E há ainda uma questão maior: só porque algo acontece tecnicamente “em público” não significa que as pessoas esperem que o governo — e menos ainda uma empresa privada como o Google — crie registros históricos pesquisáveis sobre isso.</p>
<p>Você pode entrar em uma farmácia em público. Pode visitar o consultório de um terapeuta, um cassino ou o prédio de apartamentos de outra pessoa em público. Isso não significa que a maioria das pessoas espere que cada uma dessas visitas seja registrada, armazenada por anos e posteriormente pesquisável pela polícia em um gigantesco banco de dados corporativo.</p>
<p>Por sua vez, a defesa de Chatrie argumenta que o Histórico de Localização é muito mais revelador do que registros comerciais comuns aos quais o governo tenta compará-lo. Com o tempo, ele pode expor rotinas, relacionamentos, atividades políticas, questões médicas, crenças religiosas e inúmeros outros detalhes profundamente pessoais. E, embora o Google inicialmente tenha fornecido IDs anonimizados de dispositivos, defensores da privacidade argumentam que dados de localização são notoriamente fáceis de reidentificar. Alguns poucos pontos de localização geralmente bastam para determinar onde alguém mora, onde trabalha e, por fim, quem é essa pessoa.</p>
<p>Essa preocupação não é teórica. Documentos do caso observam que o próprio Google tem a capacidade de remover internamente o anonimato dos usuários. Pesquisadores e especialistas em privacidade também demonstraram repetidamente como <a href="https://www.imperial.ac.uk/news/192112/anonymising-personal-data-enough-protect-privacy/">conjuntos de dados de localização supostamente anônimos podem ser vinculados a indivíduos reais usando informações publicamente disponíveis</a>.</p>
<p>Em outras palavras, o governo está basicamente argumentando que uma das formas mais sensíveis de dados pessoais geradas atualmente deveria receber proteções constitucionais mais fracas simplesmente porque está armazenada nos servidores do Google, em vez de dentro de um arquivo físico em casa.</p>
<h2 id="por-que-isso-levanta-preocupa%C3%A7%C3%B5es-sobre-privacidade">Por que isso levanta preocupações sobre privacidade</h2>
<p>Agora, vamos ampliar um pouco a perspectiva e analisar por que mandados de geofence preocupam defensores da privacidade muito além deste caso específico de roubo.</p>
<p><a href="https://constitution.congress.gov/constitution/amendment-4/">A Quarta Emenda foi escrita especificamente para proteger as pessoas contra buscas governamentais amplas e sem suspeita específica</a>. Ela determina que mandados devem se basear em causa provável e descrever especificamente o local a ser revistado e as pessoas ou objetos a serem apreendidos. Em termos simples, o governo deveria saber quem ou o que está procurando antes de começar a vasculhar informações privadas.</p>
<p>Tradicionalmente, os investigadores identificavam um suspeito primeiro e só depois buscavam autorização para acessar seus bens ou registros. Os mandados de geofence inverteram completamente essa lógica. Agora, a polícia primeiro coleta dados de todos que estavam presentes dentro de um perímetro digital e só depois reduz a lista de possíveis suspeitos. Na prática, esses mandados acabam envolvendo silenciosamente pessoas inocentes em investigações simplesmente porque seus dispositivos estavam nas proximidades. Moradores, funcionários, clientes, passageiros, entregadores e transeuntes podem acabar dentro de uma rede de vigilância policial sem jamais saber disso.</p>
<p>E, embora as autoridades frequentemente descrevam o processo como anônimo, dados de localização raramente são anônimos em qualquer sentido significativo. Padrões de deslocamento são profundamente pessoais por natureza. Alguns poucos pontos de localização frequentemente revelam onde alguém mora, onde trabalha, com quem passa tempo e quais lugares costuma frequentar.</p>
<p><a href="https://adguard.com/en/blog/weblock-location-tracking-surveilliance.html">Nós já exploramos o quão reveladores os dados de localização móvel podem se tornar em nosso artigo sobre Webloc e o mercado oculto de inteligência de localização</a>. Os mesmos tipos de dados coletados para publicidade, análises e recursos de aplicativos alimentaram silenciosamente toda uma indústria construída em torno do rastreamento de movimentos, criação de perfis comportamentais e venda de inteligência de localização para empresas privadas e órgãos governamentais. Mandados de geofence acabam acessando exatamente esse mesmo ecossistema. Se quiser entender melhor o quanto os dados de localização se tornaram valiosos e invasivos, vale a pena ler essa história.</p>
<p>Tratar esse tipo de informação como algo livremente acessível apenas porque foi enviado para um serviço em nuvem corre o risco de normalizar um modelo de vigilância no qual autoridades podem mapear retroativamente os movimentos de grupos inteiros de pessoas sempre que quiserem. E, uma vez que sistemas assim existem, a história sugere que raramente permanecem limitados por muito tempo.</p>
<p>O que começa como uma ferramenta para investigar crimes graves pode gradualmente se expandir para formas mais amplas de monitoramento, especialmente quando governos se acostumam a ter acesso a enormes volumes de dados comportamentais coletados por empresas privadas.</p>
<h2 id="o-google-moveu-o-hist%C3%B3rico-de-localiza%C3%A7%C3%A3o-para-o-dispositivo-mas-o-problema-continua">O Google moveu o histórico de localização para o dispositivo, mas o problema continua</h2>
<p>Parcialmente em resposta à crescente reação negativa contra mandados de geofence e rastreamento massivo de localização, em dezembro de 2023, a empresa afirmou que <a href="https://blog.google/products-and-platforms/products/maps/updates-to-location-history-and-new-controls-coming-soon-to-maps/">começaria a mover os dados do Histórico de Localização da nuvem diretamente para os dispositivos dos usuários, com a transição ocorrendo ao longo de 2024</a>. Em julho de 2025, <a href="https://support.google.com/maps/thread/337522941/whats-the-date-to-migrate-the-google-maps-timeline">buscas de geofence em larga escala contra o banco de dados centralizado de Histórico de Localização do Google praticamente deixaram de ser possíveis</a> da mesma forma de antes, simplesmente porque o Google não mantinha mais o histórico de deslocamento de todos reunido em seus próprios servidores.</p>
<p>Isso foi, sem dúvida, algo positivo para a privacidade. Mas o problema maior não desapareceu magicamente junto com o antigo banco de dados em nuvem do Google.</p>
<p><a href="https://www.eff.org/press/releases/eff-supreme-court-shut-down-unconstitutional-geofence-searches">Como alertaram a Electronic Frontier Foundation (EFF), a ACLU e outros grupos de privacidade em seu parecer apresentado à Suprema Corte em apoio a Chatrie, este caso nunca foi realmente apenas sobre o Google</a>. Trata-se da ideia mais ampla de que empresas podem acumular silenciosamente enormes quantidades de dados comportamentais sobre milhões de pessoas — e de que governos podem posteriormente tratar esses bancos de dados como território livre para investigações.</p>
<p>O Google está longe de ser a única empresa coletando dados de localização. Incontáveis aplicativos, corretores de dados, empresas de publicidade, <a href="https://adguard.com/en/blog/mobile-tracking-verizon-tmobile.html">operadoras de telecomunicações e companhias de análise continuam coletando e monetizando informações extremamente detalhadas sobre onde as pessoas vão e o que fazem</a>. Indústrias inteiras existem hoje em torno da compra, venda, análise e compartilhamento de inteligência de localização.</p>
<p>É exatamente por isso que este caso continua sendo tão importante mesmo após o Google mudar seus sistemas — e é aqui que o caso deixa de ser apenas sobre um roubo para se tornar uma disputa muito maior sobre o que “privado” realmente significa na era digital.</p>
<h2 id="o-que-voc%C3%AA-pode-fazer">O que você pode fazer</h2>
<p>A realidade desconfortável é que smartphones modernos são máquinas de rastreamento por definição. Não existe um botão mágico que ofereça todos os recursos de conveniência sem qualquer impacto na privacidade.</p>
<p>Ainda assim, reduzir a quantidade de dados de localização coletados continua sendo muito importante.</p>
<p>Se você não usa ativamente a Linha do Tempo do Google Maps ou recursos semelhantes, considere desativar completamente o Histórico de Localização e apagar registros antigos da sua conta Google. Também vale a pena revisar quais aplicativos realmente precisam de acesso constante à sua localização e alterar permissões desnecessárias para “Enquanto estiver usando o app” — ou removê-las completamente. Na maioria dos casos, há pouco motivo para manter a geolocalização precisa ativada o tempo todo se você não estiver usando navegação, mapas ou recursos baseados em localização naquele momento. E, de forma mais ampla, vale lembrar que recursos convenientes frequentemente sobrevivem silenciosamente aos motivos originais pelos quais você os ativou.</p>
<p>A decisão da Suprema Corte, esperada para o fim deste verão, pode acabar afetando muito mais do que apenas mandados de geofence. O caso pode ajudar a definir quanta privacidade as pessoas realmente têm sobre dados digitais sensíveis armazenados por empresas como o Google — e quão facilmente governos podem acessá-los.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>AdGuard Mini para Mac v2.2: agora com stories de estatísticas</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-mini-for-mac-v2-2.html</link>
      <pubDate>Tue, 12 May 2026 13:35:05 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Darya Bugayova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a05a5591beaf40001a38730</guid>
      <category>AdGuard Mini for Mac</category>
      <category>Lançamentos</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>137 anúncios bloqueados. 43 rastreadores impedidos. Tudo isso enquanto você apenas lia as notícias.</p>
<p>O AdGuard Mini sempre funcionou silenciosamente em segundo plano — e é exatamente assim que deve ser. Mas na versão 2.2, estamos oferecendo uma forma de acompanhar todo esse trabalho invisível. Conheça as novas histórias de estatísticas.</p>
<h2 id="novas-hist%C3%B3rias-de-estat%C3%ADsticas">Novas histórias de estatísticas</h2>
<p>O AdGuard Mini agora inclui duas histórias de estatísticas no popup da barra de menus — uma para anúncios bloqueados e outra para rastreadores. Veja a contagem exata desde a primeira vez que você abriu o aplicativo.</p>
<p><img src="https://cdn.adguardvpn.com/content/release_notes/ad_blocker/mini_for_mac/v2.2/stories_pt_br.png" alt="Menu da barra mobile" loading="lazy"></p>
<p>O AdGuard Mini agora mostra o número de elementos bloqueados diretamente no ícone do Safari. Clique no ícone para ver uma análise completa dos anúncios e rastreadores bloqueados na página atual.</p>
<p><img src="https://cdn.adguardvpn.com/content/release_notes/ad_blocker/mini_for_mac/v2.2/safari_pt_br.png" alt="Popup do Safari mobile" loading="lazy"></p>
<p>A contagem é redefinida sempre que você abre uma nova página. Se preferir ocultá-la, clique no ícone do AdGuard Mini → ícone de engrenagem → <em>Configurações</em> e desative a opção <em>Indicar o número de anúncios bloqueados no ícone do AdGuard Mini no Safari</em>.</p>
<h2 id="compartilhe-seu-feedback">Compartilhe seu feedback</h2>
<p>Tem alguma sugestão ou encontrou um bug? Conte para nós no <a href="https://github.com/AdguardTeam/AdGuardForSafari/issues?utm_source=chatgpt.com">GitHub</a> ou por meio dos nossos <a href="https://adguard.com/discuss.html?utm_source=chatgpt.com">canais nas redes sociais</a>. Seu feedback nos ajuda a tornar o AdGuard Mini melhor a cada atualização.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>O Gemini, do Google, bloqueou bilhões de anúncios maliciosos. Isso é uma boa notícia, mas não é o suficiente</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/google-report-gemini-blocked-billions-bad-ads.html</link>
      <pubDate>Tue, 19 May 2026 00:34:04 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Pamela Puglieri]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a0dd46c1beaf40001a38ac5</guid>
      <category>Bloqueio de anúncios</category>
      <category>IA</category>
      <category>Notícias do setor</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O Google <a href="https://services.google.com/fh/files/blogs/global_2025_adssafetyreport.pdf">publicou seu relatório anual Ads Safety Report de 2025</a>, no qual divulgou números relacionados a anúncios maliciosos, destacando o papel fundamental das ferramentas baseadas no Gemini na identificação e no bloqueio dessas ameaças. E, olhando para esses números, é difícil não ficar impressionado — pelo menos à primeira vista: foram <strong>mais de 8,3 bilhões</strong> de anúncios maliciosos bloqueados ou removidos, <strong>4,8 bilhões</strong> de anúncios restringidos e quase <strong>25 milhões</strong> de contas de anunciantes suspensas. O Google destaca que 99% de todos os anúncios que violavam políticas foram bloqueados antes mesmo de serem exibidos aos usuários — mais uma vez atribuindo ao Gemini um papel essencial nesse resultado. Não estamos aqui para negar o mérito de quem merece: combater anúncios maliciosos é importante. Mas isso também é algo que se espera do Google como dono da plataforma. Os resultados são louváveis, mas também mostram o quão predatório e hostil pode ser o ecossistema da publicidade online.</p>
<h2 id="como-a-ia-ajuda-o-google-a-detectar-%E2%80%9Can%C3%BAncios-maliciosos%E2%80%9D">Como a IA ajuda o Google a detectar “anúncios maliciosos”</h2>
<p>O principal argumento do Google em favor do uso de IA para avaliar a legitimidade de um anúncio é que o sistema não toma decisões apenas com base em palavras-chave, mas consegue entender e analisar sinais mais complexos, como a idade da conta, padrões de comportamento e campanhas suspeitas. Agentes maliciosos frequentemente criam anúncios fraudulentos que imitam anúncios legítimos e usam IA generativa para produzir rapidamente inúmeras variações, aumentando as chances de enganar os antigos sistemas de detecção baseados em correspondência de padrões.</p>
<p>Antes da IA, esses sistemas antigos funcionavam mais como uma checklist, verificando se o anúncio continha determinadas palavras, símbolos, inconsistências de URL, truques de formatação ou categorias de produtos que acionavam políticas. O anúncio usa termos proibidos? A página de destino corresponde à URL exibida? Há formatações suspeitas como <code>F₹€€!</code>? Essas verificações são úteis, mas frágeis — e relativamente fáceis de contornar com escolhas criativas de palavras e outros truques inteligentes. Por exemplo, algo como “Perca 10 kg em uma semana!” seria relativamente fácil de detectar e bloquear mesmo pelos sistemas antigos. Mas imagine uma página cheia de falsas promessas, depoimentos falsos e termos de assinatura escondidos — aí tudo fica muito mais difícil. Nenhum elemento isolado indica claramente um golpe, então a abordagem baseada em checklist tem grandes chances de aprovar esse anúncio. Já um sistema de IA capaz de entender contexto tem muito mais chances de identificar esse anúncio como “malicioso” com um grau maior de certeza. Uma boa analogia seria a segurança de um aeroporto considerar uma pessoa suspeita não apenas pelos itens ilegais encontrados na bagagem (o sistema antigo), mas também pelo comportamento estranho — como usar nomes diferentes, comprar apenas passagens de ida ou mudar de rota constantemente.</p>
<p>O Gemini leva todo esse contexto em consideração para determinar a <strong>intenção por trás do anúncio</strong> e é (pelo menos segundo o próprio Google) muito eficiente na identificação de golpes: mais de 600 milhões de anúncios relacionados a golpes foram removidos e 4 milhões de contas foram suspensas por atividades fraudulentas em 2025. Outro ponto positivo do Gemini é a capacidade de processar automaticamente o feedback dos usuários. Segundo o Google, graças à integração da IA, as equipes conseguiram agir sobre quatro vezes mais denúncias de usuários do que em 2024.</p>
<h2 id="a-mudan%C3%A7a-para-ia-tamb%C3%A9m-est%C3%A1-acontecendo-no-bloqueio-de-an%C3%BAncios">A mudança para IA também está acontecendo no bloqueio de anúncios</h2>
<p>O conflito entre as abordagens antigas e modernas para detectar anúncios maliciosos no ecossistema de anúncios do Google tem muitas semelhanças com a evolução do bloqueio de anúncios em geral. Há muitos anos, bloquear um anúncio era tão simples quanto identificar o servidor usado para entregá-lo em uma lista de domínios “maliciosos”. Tudo o que viesse de <code>adserver.example.com</code> era bloqueado, simples assim. A filtragem DNS ainda funciona mais ou menos dessa forma: ela é menos flexível, mas extremamente eficiente, leve e funciona em todo o sistema.</p>
<p>Hoje, os bloqueadores de anúncios enfrentam desafios completamente diferentes — e muito mais difíceis. Anúncios e outras requisições indesejadas frequentemente se misturam ao conteúdo legítimo. As regras modernas de filtragem não têm nada a ver com as regras curtas e simples dos primeiros dias do bloqueio de anúncios. Elas são extremamente complexas, e a sintaxe dos filtros se parece mais com uma linguagem de programação do que qualquer outra coisa.</p>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">💡</div><div class="kg-callout-text">Para ter uma prévia de como é a vida real dos desenvolvedores de filtros, confira <a href="https://adguard.com/en/blog/inside-aglint-v4-a-developer-contributor-user-perspective-on-linting-adblock-filters.html">este artigo sobre o AGLint</a>, uma ferramenta criada para ajudá-los a desenvolver regras de filtragem de forma mais rápida e fácil.</div></div><p>A sintaxe usada no bloqueio de anúncios vem evoluindo constantemente para acompanhar desafios cada vez mais complexos — e, até agora, com bastante sucesso. Mas o fato de a abordagem tradicional baseada em regras de filtragem ainda não ter sido substituída por IA não significa que os desenvolvedores de bloqueadores de anúncios tenham descartado essa ideia. Pelo contrário: eles vêm explorando o potencial da IA no contexto do bloqueio de anúncios — muitas vezes de formas bastante inesperadas. Tentativas de usar diferentes formas de machine learning (ML) para bloquear anúncios existem pelo menos desde 2019, quando o Brave desenvolveu o <a href="https://arxiv.org/pdf/1805.09155">AdGraph</a>, uma ferramenta que bloqueava anúncios e rastreadores em tempo real. Ela demonstrou uma precisão surpreendentemente alta, mas exigia integração profunda com o navegador e manutenção constante, o que impediu sua popularização. Houve outros experimentos e projetos de pesquisa tentando aproveitar ML, mas nenhum conseguiu adoção em larga escala.</p>
<p>Nos últimos anos, com o avanço acelerado das tecnologias de IA, a ideia de usar IA para filtragem de anúncios passou a aparecer com cada vez mais frequência. Inclusive, esse foi um dos principais temas discutidos no <a href="https://adguard.com/en/blog/afds-2025-recap.html">Ad Filtering Dev Summit do ano passado</a>. No AFDS 2025, vários palestrantes abordaram o papel da IA no cenário do bloqueio de anúncios: Ritik Roongta, da NYU, falou sobre como a IA pode ajudar a avaliar o conteúdo de anúncios, especialmente anúncios permitidos por listas de exceção que podem parecer não intrusivos, mas ainda assim serem prejudiciais; já Anton Lazarev, da Brave, explicou por que os bloqueadores de anúncios continuarão extremamente relevantes mesmo na era dos agentes de IA e navegadores agentic.</p>
<h2 id="o-experimento-da-adguard-um-llm-consegue-identificar-um-an%C3%BAncio">O experimento da AdGuard: um LLM consegue identificar um anúncio?</h2>
<p>A AdGuard também vem explorando essa direção. Maxim Topciu, Team Lead da divisão de extensões web da AdGuard, <a href="https://adguard.com/en/blog/beyond-filter-lists-rethinking-ad-blocking-with-llms.html">conduziu sua própria pesquisa</a> para responder à seguinte pergunta: um bloqueador consegue entender o que aparece em uma página e decidir sozinho se aquilo deve ser ocultado? Como já mencionamos, listas de filtros continuam poderosas, mas têm limitações: exigem manutenção manual, têm dificuldade em lidar com publicidade nativa e enfrentam restrições adicionais, como as introduzidas pelo <a href="https://adguard.com/en/blog/review-issues-in-chrome-web-store.html">Manifest V3</a>. Não seria ótimo se um bloqueador pudesse determinar sozinho o que é anúncio e o que não é? A ideia em si não era nova — como mostram as tentativas anteriores do Brave e de outros projetos —, mas Maxim foi um pouco além. Uma das vantagens dos LLMs é permitir transformar uma ideia em um protótipo funcional relativamente rápido. Assim, Maxim criou não um, mas três protótipos diferentes, cada um analisando e bloqueando anúncios de uma maneira própria.</p>
<p>Maxim testou os protótipos no feed do X. Um deles borrava todas as postagens, analisava o conteúdo e depois revelava apenas as “boas”. O segundo fazia algo parecido, mas analisando cada postagem como imagem, e não como bloco de código. Já o terceiro permitia ao usuário definir determinados critérios, e o LLM verificava se a postagem correspondia a esses critérios antes de decidir se deveria escondê-la ou não. As três abordagens funcionaram, mas cada uma tinha suas próprias limitações — afinal, eram apenas protótipos e estavam muito longe de virar produtos finais.</p>
<p>O experimento mostrou que o bloqueio de anúncios baseado em IA é tecnicamente possível, mas também deixou claro que a IA ainda não está pronta para substituir a abordagem tradicional baseada em filtros.</p>
<p>O uso do Gemini pelo Google para identificar “anúncios maliciosos” e o experimento da própria AdGuard, apesar de suas diferenças e objetivos distintos, apontam para a mesma direção: <strong>a filtragem de anúncios está se tornando cada vez mais semântica</strong>. O experimento da AdGuard mostrou que LLMs conseguem classificar conteúdo com base em significado, e não apenas em seletores ou URLs. Uma abordagem baseada em visão computacional pode analisar o que os usuários realmente veem, o que ajuda bastante quando há pouco texto ou quando o HTML está ofuscado. O centro da decisão no bloqueio de anúncios deixa gradualmente de ser “este elemento corresponde a uma regra?” para se tornar “o que isso está tentando fazer? Qual era a intenção por trás disso?”. Se fosse possível detectar de forma confiável todo anúncio, postagem patrocinada, rastreador e golpe simplesmente identificando suas intenções, não haveria mais necessidade de regras de filtragem. Mas, claramente, ainda não chegamos lá. As abordagens baseadas em LLMs continuam limitadas principalmente por custo, velocidade e praticidade. Tudo indica que, embora o papel da IA no bloqueio de anúncios vá crescer, ela não substituirá realisticamente os bloqueadores tradicionais no futuro próximo — mas sim os complementará nos casos em que regras de filtragem sozinhas não conseguem dar conta.</p>
<h2 id="seguran%C3%A7a-da-plataforma-n%C3%A3o-%C3%A9-a-mesma-coisa-que-controle-do-usu%C3%A1rio">Segurança da plataforma não é a mesma coisa que controle do usuário</h2>
<p>Mas é justamente aqui que termina a comparação entre o Google e os bloqueadores de anúncios independentes. A diferença fundamental entre o uso do Gemini pelo Google e o uso de IA por bloqueadores de anúncios está nos seus objetivos. O Google usa IA para aplicar suas próprias políticas de anúncios, enquanto os bloqueadores existem para aplicar as preferências do usuário. Atualmente, os usuários definem essas preferências escolhendo listas de filtros ou adicionando regras personalizadas. Mas o experimento da AdGuard mostrou que também é totalmente possível introduzir critérios controlados pelo usuário em futuros bloqueadores baseados em IA. Isso é bem diferente dos algoritmos do Google, que de fato bloqueiam ou restringem anúncios maliciosos e perigosos — algo digno de elogio —, mas fazem isso de uma maneira que também atende aos próprios interesses da empresa. Os usuários não têm voz sobre exatamente o que deve ser bloqueado e o que deve passar. Um anúncio não precisa violar as diretrizes do Google para ser indesejado. Existem muitos motivos para alguém não querer ver um anúncio: ele pode ser distrativo, invasivo para a privacidade, pesado ou simplesmente irrelevante. É aí que nasce o conflito: para o Google, a única preocupação é se o anúncio pode existir dentro do seu ecossistema e seguir suas regras. Do ponto de vista do usuário, a pergunta é mais ampla: eu quero este anúncio no meu dispositivo?</p>
<p>O trabalho anti-golpe que o Google realiza é necessário, mas também esperado: essa é sua responsabilidade direta. O Ads Safety Report não deve ser interpretado como uma resposta definitiva ao problema dos anúncios maliciosos. Bloquear bilhões de anúncios é impressionante, mas ainda existem bilhões de outros anúncios circulando. Esses números ajudam a dimensionar o quanto material nocivo ou questionável flui pelo ecossistema de publicidade online. E é justamente aí que está a verdadeira motivação dos esforços do Google. O <a href="https://apnews.com/article/google-european-union-antitrust-digital-ca4a31c3f7cf7d33ea9c4748bc3ac459">Google é, acima de tudo, uma empresa de publicidade</a>. Seu modelo de negócios não gira em torno da venda de celulares Android ou algo assim — ele é centrado no ecossistema publicitário que a empresa construiu, e praticamente todos os seus inúmeros produtos e serviços o sustentam de alguma forma. O Google já mostrou <a href="https://adguard.com/en/blog/adguard-privacy-sandbox-topics-block.html">repetidas vezes</a> que proteger seu negócio de anúncios pesa bastante nas decisões relacionadas aos seus produtos. O trabalho de segurança não é exceção: ele também é uma concessão necessária para manter os usuários dentro do ecossistema publicitário do Google.</p>
<p>Não estamos dizendo que os esforços anti-golpe do Google sejam inúteis — obviamente é melhor ter poucos ou nenhum anúncio fraudulento e perigoso no seu dispositivo. Mas é ainda melhor quando você, usuário, tem controle sobre o que quer ou não quer ver nele. O Ads Safety Report do Google demonstrou o quão eficiente a IA pode ser na identificação de conteúdo indesejado. Agora é a vez dos bloqueadores de anúncios encontrarem uma forma ainda melhor de usar essa poderosa ferramenta e colocá-la a serviço de uma boa causa.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Extensão de navegador AdGuard v5.4: melhor filtragem e compartilhamento de configurações</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-browser-extension-v5-4.html</link>
      <pubDate>Sun, 10 May 2026 14:12:14 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Nata Kiseleva]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">6a0486be1beaf40001a386ba</guid>
      <category>AdGuard Browser Extensions</category>
      <category>Lançamentos</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O bloqueio perfeito de anúncios, assim como um recorde olímpico, não é fácil de alcançar — mas estamos trabalhando nisso a cada atualização. Os filtros precisam ser atualizados instantaneamente, aplicados sem falhas, e as exclusões devem funcionar com precisão. Nesta versão, elevamos ainda mais o nível: refinamos a lógica de atualização dos filtros, corrigimos vários problemas que podiam fazer o bloqueio funcionar incorretamente e melhoramos a forma como as exclusões são tratadas. Além de velocidade e precisão, também focamos na usabilidade: agora você pode compartilhar facilmente as configurações da extensão, e novos avisos na interface ajudam a evitar erros acidentais.</p>
<h2 id="filtragem-mais-r%C3%A1pida-mais-forte-melhor">Filtragem: mais rápida, mais forte, melhor</h2>
<p>Os filtros personalizados no MV3 agora podem voltar a ser atualizados independentemente das atualizações da extensão, para que o bloqueio de anúncios permaneça preciso e responda mais rapidamente às mudanças.</p>
<p>Também corrigimos vários problemas em que filtros podiam ser adicionados, mas não funcionavam corretamente. Por exemplo, a extensão agora valida as fontes ao adicionar um filtro personalizado por URL — isso evita situações em que o filtro aparece na sua lista, mas na prática não é aplicado.</p>
<p>Além das melhorias nos filtros, refinamos a <em>Lista de permissões</em>: se você adicionar a URL completa de uma página às suas exclusões (por exemplo, copiando diretamente da barra de endereços), a extensão extrairá automaticamente o domínio, e a exclusão funcionará como esperado.</p>
<h2 id="importa%C3%A7%C3%A3o-de-configura%C3%A7%C3%B5es-mostrar-%C3%A9-melhor-do-que-explicar">Importação de configurações: mostrar é melhor do que explicar</h2>
<p>Agora você pode compartilhar as configurações da sua extensão. Isso facilita configurar o AdGuard em um novo dispositivo ou após reinstalar o navegador. Você também pode ajudar um amigo a configurar a extensão ou compartilhar sua configuração com a equipe de suporte — eles verão exatamente as suas configurações instantaneamente. Basta acessar <em>Geral</em> e clicar em <em>Compartilhar configurações</em>.</p>
<figure class="kg-card kg-image-card"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/tlqfvsharing_pt_br.png" class="kg-image" alt="" loading="lazy" width="2880" height="1336"></figure><p>Se você é um usuário ativo do <a href="https://github.com?utm_source=chatgpt.com">GitHub</a>, agora pode importar configurações diretamente das <em>Issues</em> — algo especialmente útil para desenvolvedores de filtros e para quem ajuda a testar correções.</p>
<h2 id="interface-melhor-avisar-do-que-confundir">Interface: melhor avisar do que confundir</h2>
<p>Adicionamos algumas pequenas melhorias para evitar confusões e tornar o comportamento da extensão mais previsível.</p>
<ul>
<li>Aviso para usuários do Opera. O Opera não concede às extensões acesso às páginas de mecanismos de busca por padrão, o que impede o AdGuard de bloquear anúncios nos resultados de pesquisa. Agora, o popup da extensão exibe um aviso solicitando que você permita esse acesso. Clique em <em>Ir para Configurações</em> no popup — você será redirecionado para as configurações da extensão no Opera, onde poderá ativar a opção <em>Permitir acesso aos resultados de páginas de pesquisa</em>.</li>
</ul>
<p><img src="https://cdn.adguardvpn.com/content/release_notes/ad_blocker/browser_extension/v5.4/opera/popup_pt-br.png" alt="Opera popup *mobile" loading="lazy"></p>
<figure class="kg-card kg-gallery-card kg-width-wide"><div class="kg-gallery-container"><div class="kg-gallery-row"><div class="kg-gallery-image"><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/n7wraopera_settings_pt-br.png" width="1358" height="816" loading="lazy" alt=""></div></div></div></figure><ul>
<li>Confirmação para <em>Inverter Lista de permissões</em>. O recurso <em>Inverter Lista de permissões</em> altera a forma como a extensão funciona: o bloqueio é desativado em todos os sites, exceto nos que estão na lista. Para evitar ativações acidentais, adicionamos uma janela de confirmação explicando o que acontecerá ao ativar esse recurso.</li>
</ul>
<h2 id="mais-compartilhamento-desta-vez-suas-ideias">Mais compartilhamento: desta vez, suas ideias</h2>
<p>Gostou da atualização? Tem sugestões para as próximas versões? Compartilhe seu feedback em nossos <a href="https://adguard.com/en/discuss.html?utm_source=chatgpt.com">canais sociais</a> ou participe da conversa no <a href="https://github.com/AdguardTeam/AdguardBrowserExtension?utm_source=chatgpt.com">GitHub</a>. Cada comentário nos ajuda a melhorar.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Óculos inteligentes da Meta: avanço tecnológico ou invasão de privacidade?</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/smart-glasses-meta-face-recognition.html</link>
      <pubDate>Mon, 04 May 2026 07:54:32 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Pamela Puglieri]]></dc:creator>
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      <category>IA</category>
      <category>Privacidade</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Imagine: você está sentado em um café ou esperando o ônibus. Uma pessoa se aproxima, chama você pelo seu nome, aperta sua mão e, animada, diz que o reconheceu pelo seu trabalho ou por sua participação em alguma atividade ou hobby. Isso não colocaria um sorriso no seu rosto? Quem não gostaria de se sentir como uma celebridade, mesmo que por um breve momento? Mas espere — essa pessoa está usando óculos, e isso muda tudo.</p>
<p>Foi exatamente isso que aconteceu com Khasif Hoda, que sem saber se tornou uma estrela de um <a href="https://x.com/AnhPhuNguyen1/status/1840786336992682409">experimento viral</a>, no qual ele, junto com muitas outras pessoas, foi gravado e identificado em tempo real com a ajuda dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta. O homem que usava os óculos era AnhPhu Nguyen, um dos criadores do I-XRAY — o sistema por trás do experimento. Quando os óculos detectavam um rosto, aquela imagem era imediatamente enviada para um programa de IA que vasculhava a internet em busca de mais fotos daquela pessoa. Em seguida, o programa utilizava fontes de dados como artigos online e bancos de dados de registro eleitoral para determinar detalhes pessoais, como nome, número de telefone e até endereço residencial e nomes de familiares. Essas informações eram então enviadas de volta para um aplicativo no telefone de Nguyen — tudo em questão de segundos.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/9otsnmeta-rayban.jpg" alt="Homem usando óculos inteligentes Ray-Ban Meta" loading="lazy"><br>
<em>Crédito da foto: Josh Edelson</em></p>
<p>Os desenvolvedores do sistema I-XRAY não o criaram para perseguir pessoas. Muito pelo contrário: o objetivo deles é conscientizar e demonstrar as capacidades dos óculos inteligentes e como, combinados com LLMs, bancos de dados públicos e mecanismos de busca por rosto, eles podem ser usados de forma maliciosa. Inclusive, eles fornecem um <a href="https://docs.google.com/document/d/1iWCqmaOUKhKjcKSktIwC3NNANoFP7vPsRvcbOIup_BA/">guia para remover suas informações das fontes de dados usadas para alimentar essa tecnologia</a>.</p>
<h2 id="%C3%B3culos-inteligentes-n%C3%A3o-s%C3%A3o-ferramentas-de-reconhecimento-facial%E2%80%A6-ainda">Óculos inteligentes não são ferramentas de reconhecimento facial… ainda</h2>
<p>Vale destacar que, embora os óculos inteligentes possam ser usados para realizar análises faciais como no experimento acima, atualmente eles não têm poder de processamento suficiente para conduzir esse tipo de análise em tempo real por conta própria. Mas especialistas acreditam que é apenas uma questão de tempo até que consigam — e que isso terá consequências amplas. De acordo com alguns relatórios, a Meta já tem planos de integrar tecnologia de reconhecimento facial em tempo real aos seus óculos inteligentes (<a href="https://www.nytimes.com/2026/02/13/technology/meta-facial-recognition-smart-glasses.html">fonte</a>). Defensores da privacidade já estão soando o alarme: em 13 de abril, mais de 75 organizações publicaram uma carta aberta dirigida a Mark Zuckerberg, alertando sobre os perigos de incorporar reconhecimento facial em produtos de consumo comuns, como óculos. A principal preocupação gira em torno do uso indevido da tecnologia e de como ela pode abrir portas para assédio, perseguição e fraude, especialmente contra grupos marginalizados e vulneráveis, como meninas e mulheres, imigrantes ou ativistas políticos. Mas especialistas ressaltam que qualquer pessoa pode estar em risco. Por exemplo, o reconhecimento facial em tempo real pode ser explorado por golpistas para identificar e rastrear suas vítimas em diferentes esquemas de fraude.</p>
<h2 id="uma-%C3%A1rea-legal-cinzenta">Uma área legal cinzenta</h2>
<p>Embora os óculos da Meta não sejam capazes de identificar rostos em tempo real, eles ainda geram críticas por permitirem que o usuário grave pessoas sem o conhecimento delas. Trata-se de uma questão delicada, já que, em muitos casos, é legal gravar pessoas em espaços públicos sem o consentimento delas. No entanto, a legalidade depende muito do país, de haver ou não gravação de áudio e do uso que será feito das imagens. Ainda há bastante espaço para o uso malicioso dos óculos inteligentes. Em resposta às críticas, a Meta aponta para declarações anteriores, afirmando que, de acordo com os termos de serviço, “os usuários são responsáveis por cumprir todas as leis aplicáveis e por usar os óculos Ray-Ban Meta de maneira segura e respeitosa”. No papel, isso soa ótimo — mas “promessas no papel” dificilmente impedem quem já tem más intenções.</p>
<p>Também vale notar que houve algum progresso positivo na criação de novas leis para lidar com esses cenários. Em fevereiro, na Califórnia, foi apresentado um <a href="https://sd29.senate.ca.gov/news/reyes-proposes-clear-protections-against-secret-recordings-using-wearable-technology">projeto de lei</a> que busca proibir especificamente gravações secretas com dispositivos vestíveis em ambientes comerciais. O projeto já passou por duas audiências e está previsto para a próxima em 4 de maio. Em alguns lugares, como tribunais na Filadélfia (<a href="https://www.courts.phila.gov/pdf/notices/2026/Smart-Glasses-Order.pdf">documento</a>), os óculos inteligentes já são totalmente proibidos. Ainda assim, a legislação sobre tecnologia vestível inteligente está em estágio inicial, e o avanço tecnológico parece estar acontecendo mais rápido do que o desenvolvimento das leis que deveriam acompanhá-lo.</p>
<p>A Meta também destaca que seus óculos possuem uma luz LED integrada que indica quando o dispositivo está gravando e que foram projetados para detectar e impedir tentativas de adulteração. No entanto, na prática, <a href="https://www.reddit.com/r/RaybanMeta/comments/1ixfwmi/the_only_solution_to_remove_the_led_on_rayban/">pessoas já conseguiram cobrir, remover ou de alguma forma inutilizar o indicador LED</a>, o que significa que ele não pode ser considerado uma medida de segurança suficientemente confiável.</p>
<hr><p>No fim das contas, a discussão não deveria se concentrar na pergunta “É aceitável usar tecnologia inteligente para gravar e vigiar outras pessoas?”. Muitos, incluindo nós, concordarão que a resposta é “não”, e também que a ética, por si só, nunca impediu potenciais infratores. A questão muito mais importante é: essa tecnologia deveria existir, ao menos na forma de um produto de consumo? Parece bastante claro que o arcabouço legislativo atual ainda não está preparado para lidar com a enxurrada de violações de privacidade que provavelmente virá com o avanço do reconhecimento facial instantâneo.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>TechTok #13. As IAs usam seus dados para treinamento?</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/techtok-13-does-ai-use-your-data-for-training.html</link>
      <pubDate>Tue, 28 Apr 2026 15:39:53 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Pamela Puglieri]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">69f377c91beaf40001a3833e</guid>
      <category>AI</category>
      <category>TechTok</category>
      <description>A IA está onipresente hoje e, para alimentar essa máquina, as empresas buscam cada vez mais dados. O que fazer para evitar que suas informações sejam usadas para treinamento de IA?</description>
      <content:encoded><![CDATA[<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">💡</div><div class="kg-callout-text"><i><em class="italic" style="white-space: pre-wrap;">Este artigo faz parte da série TechTok. Envie suas perguntas por meio </em></i><a href="https://surveys.adguard.com/en/techtok/form.html"><i><em class="italic" style="white-space: pre-wrap;">deste formulário (em inglês)</em></i></a><i><em class="italic" style="white-space: pre-wrap;"> e você poderá vê-las respondidas na próxima edição do TechTok!</em></i></div></div><p>A IA hoje parece ter encontrado seu caminho em praticamente todos os aspectos da vida, com aplicações que vão desde áreas óbvias, como programação ou processamento de imagens, até outras menos evidentes, como diagnóstico de doenças e trabalho jurídico. A IA está absolutamente em todo lugar. E, mesmo que você saiba muito pouco sobre como ela funciona, provavelmente já ouviu dizer que toda IA precisa de grandes volumes de dados para aprender antes de poder ser utilizada.</p>
<p>Esses dados precisam vir de algum lugar — e isso nos leva à primeira pergunta do TechTok de hoje:</p>
<blockquote>
<p>Apps e sites estão usando meus dados para treinar IA sem que eu saiba?</p>
</blockquote>
<p>Não existe uma resposta curta e definitiva para essa pergunta. O mais próximo disso seria: “Sim, usam, mas não necessariamente da forma como você imagina”. Sabemos que você provavelmente não veio aqui em busca de uma resposta tão ampla. Mas, antes de nos aprofundarmos, vamos esclarecer uma coisa: <strong>“treinar IA” e “coletar dados” não são sinônimos</strong>, embora estejam relacionados. Simplificando, para treinar IA você precisa de dados — então encontrar maneiras de obter esses dados é um dos maiores desafios ao construir um sistema de IA. No entanto, existem inúmeras outras razões pelas quais alguém pode querer acessar suas informações.</p>
<p>A questão é que o conceito de coleta de dados online existe há décadas, muito antes de a IA sequer aparecer no horizonte digital, e a principal força por trás da coleta de dados de usuários por muitos anos foi a publicidade. Sistemas extremamente complexos foram criados para montar perfis de usuários e rastreá-los em diversos apps e sites, tudo com o objetivo de saber exatamente qual anúncio mostrar para qual pessoa e em que momento — aumentando a probabilidade de ela clicar no banner. <a href="https://finance.yahoo.com/news/digital-ad-spending-market-size-123300420.html">O mercado de publicidade digital é estimado em cerca de 600 a 700 bilhões de dólares por ano</a>, e na base desse mercado estão os dados dos usuários — o que dá uma boa ideia de por que os dados são frequentemente chamados de “o novo petróleo”.</p>
<p>Claro, existem outros motivos pelos quais empresas buscam dados digitais: personalização, recomendações, detecção de fraudes, faturamento, retenção e análise de produto — muitas vezes essenciais em setores como finanças, varejo, telecomunicações e marketplaces. Os motivos exatos não são o ponto aqui. O que queremos destacar é que a coleta massiva e global de dados não surgiu com a IA. Na verdade, em muitos casos, os métodos usados hoje para coletar dados para treinamento de IA são os mesmos que já eram usados há anos para outros fins, então as empresas de IA não precisaram reinventar a roda — ou pelo menos já tinham uma base muito sólida para começar.</p>
<p>Os tipos de dados necessários para rastreamento de anúncios e para treinamento de IA também se sobrepõem bastante — o que pode surpreender algumas pessoas. Para muitos, os termos “IA” e “LLM” (modelo de linguagem grande) são sinônimos. De fato, chatbots (que basicamente são interfaces voltadas ao usuário com um LLM por trás) são talvez o tipo de IA com o qual o usuário comum mais interage. É lógico pensar que treinar uma IA generativa usada em chatbots exige conjuntos de dados com grandes quantidades de texto gerado por usuários — como posts e comentários em plataformas como Reddit ou X, mensagens, avaliações etc. Isso está correto, já que esses modelos precisam aprender como as pessoas realmente falam, como responder perguntas, como funcionam conversas reais — incluindo humor, gírias e tom. Mas o que muita gente não percebe é a quantidade de outros tipos de IA além da generativa, criados para diferentes finalidades — sistemas de recomendação, ranking de busca, segmentação de anúncios, só para citar alguns. Para esses sistemas, os dados comportamentais são essenciais, enquanto o conteúdo em si é menos importante. E muitas plataformas modernas combinam as duas abordagens: precisam tanto do conteúdo bruto quanto de saber no que você clica e quando.</p>
<p>Voltando à pergunta inicial: sim, <strong>algumas empresas de IA usam seus dados para treinar seus sistemas, mas, em grande parte, fazem isso da mesma forma que elas (e outras empresas) já coletavam seus dados antes da IA, para outros fins</strong>. E aqui entra a parte complicada — tecnicamente, a maioria das empresas não coleta dados “pelas suas costas”, seja para treinar IA ou para qualquer outro propósito — fazer isso é <a href="https://www.ftc.gov/policy/advocacy-research/tech-at-ftc/2024/01/ai-companies-uphold-your-privacy-confidentiality-commitments">ilegal em muitas jurisdições</a>. Algumas chegam a fazer anúncios públicos sobre o uso de dados para treinar IA, embora <a href="https://about.fb.com/news/2025/04/making-ai-work-harder-for-europeans/">algumas</a> suavizem isso mais do que <a href="https://www.linkedin.com/pulse/linkedins-new-terms-you-can-opt-out-ai-training-2025-david-petherick-vta6e/">outras</a>. Ao mesmo tempo, é bastante comum esconder a coleta contínua de dados em políticas de privacidade extensas, termos de uso cansativos e outros documentos legais longos e pouco atraentes. Quem tem um humor mais ácido pode até achar curioso que políticas de privacidade que tratam do uso de dados para treinar IA frequentemente utilizem a mesma linguagem vaga e ampla encontrada em documentos sobre coleta de dados para publicidade.</p>
<p>Mas, mesmo que você faça sua parte e encare todo o juridiquês para garantir que o app que pretende instalar não use seus dados para alimentar a proverbial máquina, a triste realidade é que você ainda não está totalmente seguro. Às vezes, os desenvolvedores “esquecem” de mencionar isso — como no caso recente em que <a href="https://adguard.com/en/blog/okcupid-ai-data-collection-privacy.html">o OkCupid, um popular app de namoro, compartilhou 3 milhões de fotos de usuários com uma empresa de IA para treinamento</a> — tudo isso sem avisar seus usuários. Isso não é novidade; as <a href="https://adguard.com/en/blog/location-sale-ban-broker-ftc.html">mesmas práticas questionáveis existem há muito tempo, mesmo antes da IA</a>. Infelizmente, onde há lucro a ser obtido, sempre haverá quem feche os olhos para a lei em benefício próprio.</p>
<h2 id="como-seus-dados-acabam-sendo-usados-para-treinar-ia">Como seus dados acabam sendo usados para treinar IA?</h2>
<p>Vamos dar um passo atrás. Já tocamos brevemente no tema de quais dados são usados para treinar IA e mencionamos que vale praticamente tudo: tanto conteúdo bruto, como textos e fotos, quanto dados comportamentais, como cliques e outras interações. Mas muitos leitores provavelmente querem algo mais específico e se perguntam: <strong>“O que exatamente dos meus dados pode acabar sendo usado para IA — e como?”</strong> Bem, nem todos os dados são usados da mesma forma. Alguns podem ser mais sensíveis, e dados de diferentes fontes podem alimentar a IA de maneiras distintas. Se o objetivo é treinar IA, existem inúmeras fontes possíveis de dados. Para os fins deste artigo, vamos dividir em quatro categorias, dependendo de como os dados são coletados:</p>
<ul>
<li>Redes sociais (dados disponíveis publicamente)</li>
<li>Conversas com chatbots (entrada direta)</li>
<li>Interações em plataformas (dados comportamentais)</li>
<li>Apps e sites de terceiros</li>
</ul>
<p>Para começar, se você publica ou comenta algo publicamente — no Reddit, YouTube, X, Facebook etc. — isso não significa automaticamente que qualquer pessoa pode usar esse conteúdo para treinar IA, mas você também geralmente não tem meios reais de impedir que a plataforma use seus dados para esse fim ou os compartilhe com terceiros. Claro, tudo varia bastante de plataforma para plataforma, mas a regra geral é: se é público, provavelmente você não tem controle total sobre isso. Plataformas que não usam os dados diretamente muitas vezes os vendem ou compartilham de alguma forma. Usuários da UE costumam estar mais protegidos, graças à legislação avançada de privacidade. Regulamentos como o GDPR e o AI Act da UE garantem direitos como ser informado, se opor a certos tratamentos, solicitar acesso ou exclusão de dados em alguns casos e restringir o uso de dados pessoais para treinamento de IA.</p>
<p>Mas e quando você conversa diretamente com um chatbot? Qual a chance de seus dados serem usados para treinar IA? Depende do serviço, claro, mas na maioria das ferramentas de IA voltadas ao consumidor, tudo o que você digita ou envia pode ser usado para melhorar o serviço. Mesmo em planos pagos, a menos que sejam corporativos (não individuais), seus dados ainda costumam ser considerados utilizáveis. Vale mencionar que muitos chatbots oferecem opção de opt-out, embora frequentemente ela fique escondida nas configurações. Para muitos leitores, essa é uma das principais dúvidas: <strong>“Como desativar a coleta de dados ao usar um chatbot?”</strong> Em vez de ficar só na teoria, aqui vão alguns exemplos práticos com ferramentas populares (considerando uso pessoal):</p>
<ol>
<li>
<p><strong>ChatGPT.</strong> Abra o ChatGPT, vá até seu perfil, depois <em>Configurações → Controles de dados</em>, e desative “Melhorar o modelo para todos”. A OpenAI afirma que isso impede o uso das suas conversas para treinamento futuro, embora alguns dados ainda possam ser retidos.</p>
</li>
<li>
<p><strong>Perplexity.</strong> Acesse <em>Configurações da conta → Preferências</em> e desative “AI data retention”. Isso afeta apenas dados futuros — dados coletados antes disso ainda podem ser usados.</p>
</li>
<li>
<p><strong>Gemini.</strong> Na sua conta Google, vá em <em>Dados e privacidade</em> e encontre “Atividade dos apps Gemini”. Selecione “Desativar” ou “Desativar e excluir atividade”. Isso não afeta interações passadas.</p>
</li>
<li>
<p><strong>Claude.</strong> <a href="https://www.tomsguide.com/ai/i-compared-the-privacy-of-chatgpt-gemini-claude-and-perplexity-heres-the-one-you-should-trust-most-with-your-personal-info">O Claude não treina seus modelos com suas conversas por padrão</a>, oferecendo apenas a opção de participar voluntariamente. Se você apagar uma conversa, a Anthropic a remove em cerca de 30 dias.</p>
</li>
</ol>
<p>Quanto à coleta de dados comportamentais, uma forma simples (e geralmente correta) de entender é: quanto maior a plataforma, mais ela depende desses dados; apps menores e mais específicos raramente fazem rastreamento extensivo. Plataformas grandes como YouTube, TikTok, Netflix, motores de busca e e-commerces como Amazon ou eBay coletam o máximo possível de dados sobre suas atividades para melhorar recomendações e rankings. Isso não significa que apps menores não coletem nada, mas esse tipo de rastreamento costuma ser menos relevante para eles.</p>
<p>E os apps e sites menores do dia a dia? Nem tudo é chatbot ou gigante da internet — e se você instalar um app qualquer ou visitar um site pequeno? Não dá para generalizar, já que existem milhões deles. Mas, em geral, esses apps não coletam dados para treinar suas próprias IAs nem vendem diretamente seus dados. No entanto, é extremamente comum que incluam ferramentas de analytics, redes de anúncios e outros mecanismos de rastreamento para monetização. Esses sistemas coletam dados comportamentais, informações do dispositivo, padrões de uso etc. E quando esses dados chegam a redes de anúncios, brokers de dados e empresas de analytics, eles são agregados e podem ser usados para modelagem, vendidos ou até contribuir indiretamente para treinamento de IA.</p>
<p>Ao ver todas essas formas pelas quais seus dados podem acabar em um dataset de IA, você pode pensar: “Isso é muita coisa para se preocupar!”. E é mesmo — mas lembre-se de que nem todo dado que você fornece é usado, e nem todas as empresas agem da mesma forma. Além disso, existem maneiras de reduzir a quantidade de dados coletados. O que nos leva à segunda pergunta do TechTok de hoje:</p>
<blockquote>
<p>Usar um bloqueador de anúncios e/ou uma VPN pode impedir o rastreamento e a coleta de dados para IA?</p>
</blockquote>
<p>Como vimos, o rastreamento ligado à IA acontece de muitas formas diferentes, então não dá para responder com um simples “sim” ou “não”. Tanto bloqueadores de anúncios quanto VPNs ajudam — cada um à sua maneira — mas não resolvem tudo.</p>
<p>Primeiro: nenhum dos dois ajuda se você fornece dados ativamente — como conversar com um chatbot, postar em redes sociais ou comentar. Eles não podem impedir que uma plataforma use algo que você já forneceu. Nesse caso, o melhor caminho são configurações de privacidade, opções de opt-out e leis de proteção de dados. Vale a pena revisar as políticas de privacidade e configurações dos serviços que você usa — e, se não gostar, considerar alternativas.</p>
<p><strong>O que bloqueadores de anúncios fazem bem</strong> é barrar rastreadores de terceiros e, em certa medida, reduzir o rastreamento comportamental. Bloquear analytics de terceiros é, sem dúvida, o ponto forte deles quando se trata de evitar vazamento de dados. Ferramentas como o AdGuard conseguem lidar com a maioria desses rastreadores em sites. Em apps, é mais complicado — especialmente por limitações do Android e iOS.</p>
<p>Bloqueadores também ajudam a reduzir coleta de dados comportamentais, mas não totalmente. Muitas plataformas usam rastreamento próprio (first-party) e não dependem de terceiros. Bloquear esse tipo de rastreamento pode até quebrar funcionalidades — por exemplo, impedir que vídeos carreguem no YouTube. E, novamente, isso é ainda mais complexo em apps móveis.</p>
<p>Ainda assim, bloqueadores são uma das melhores ferramentas disponíveis se o objetivo é reduzir o fluxo de dados para treinamento de IA. <strong>E as VPNs?</strong></p>
<p>VPNs são ótimas — alguns diriam essenciais — para privacidade. Mas, especificamente para impedir o uso de dados no treinamento de IA, sua eficácia é limitada. Elas ajudam de forma indireta: escondem seu IP e mascaram sua localização, dificultando a criação de perfis baseados na sua identidade de rede. Porém, não impedem que as plataformas vejam o que você faz nelas. Se você está logado ou interagindo com um serviço, seus cliques e entradas ainda são registrados. E VPNs também não bloqueiam rastreadores de terceiros — isso continua sendo função dos bloqueadores (embora a VPN possa reduzir a precisão do rastreamento).</p>
<p><strong>Resumo:</strong> bloqueadores de anúncios e VPNs são ferramentas valiosas para proteger sua privacidade — especialmente os bloqueadores. Mas, no fim das contas, a segurança dos seus dados depende principalmente da sua atenção e das suas escolhas. Ler políticas de privacidade, usar configurações adequadas e ter cuidado com o que você compartilha online pode reduzir bastante as chances de seus dados irem parar no treinamento de alguma IA futura. Ferramentas ajudam — mas nada substitui o bom e velho cuidado.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Como o AdGuard desenvolve sua UX e comunicação com foco em privadade</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/light-side-ux-designing-for-privacy-afds.html</link>
      <pubDate>Thu, 23 Apr 2026 19:30:49 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Pamela Puglieri]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">69ea49391beaf40001a37ea7</guid>
      <category>AdGuard news</category>
      <category>AFDS</category>
      <category>Saiba mais</category>
      <description>As ferramentas de privacidade são complexas, mas nosso objetivo é mantê-las fáceis de usar. Descubra como lidamos com elas e como ajudar.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">💡</div><div class="kg-callout-text">Este artigo é baseado na apresentação de Sofia Orlova, UX writer da AdGuard, no Ad-Filtering Dev Summit 2025, realizada em outubro de 2025. <a href="https://adguard.com/en/blog/tag/afds.html">Outros conteúdos sobre o AFDS aqui (em inglês)</a>.</div></div><p>Na AdGuard, desenvolvemos toda uma gama de ferramentas de privacidade: um <a href="https://adguard.com/welcome.html">bloqueador de anúncios</a>, uma <a href="https://adguard-vpn.com/welcome.html">VPN</a>, um <a href="https://adguard-dns.io/welcome.html">serviço de DNS</a>, um <a href="https://adguard-mail.com/welcome.html">serviço de e-mail</a> e, em breve — uma <a href="https://adguard-wallet.com/welcome.html">carteira de criptomoedas</a>. Esses produtos realizam muitas operações complexas “por baixo do capô” — mas precisam permanecer simples e amigáveis na superfície.</p>
<p>Nossos usuários vêm de todo o mundo. Muitos deles não falam inglês como língua nativa, e muitos não têm familiaridade com tecnologia. Ainda assim, queremos que todos se sintam amparados ao usar nossas ferramentas.</p>
<p>Neste artigo, quero mostrar como nós, na AdGuard, abordamos o design de UX e a redação:</p>
<ul>
<li>Em que se baseiam nossa escrita e nosso design</li>
<li>Como lidamos com diferentes níveis de experiência dos usuários</li>
<li>Como o feedback e as limitações do mundo real moldam o resultado final</li>
<li>E como você pode nos ajudar a melhorar</li>
</ul>
<p>Vamos começar pela base.</p>
<h2 id="no-que-nos-baseamos-nossos-princ%C3%ADpios">No que nos baseamos: nossos princípios</h2>
<p>Na AdGuard, gostamos de dizer que estamos do <em>lado do bem da Internet</em>. Essa ideia permeia tudo o que fazemos.</p>
<ul>
<li>Valorizamos a transparência e a abertura</li>
<li>Demonstramos isso ativamente — ajudando os usuários, explicando as coisas ou simplesmente não atrapalhando quando necessário</li>
<li>Damos o controle ao usuário. Acreditamos que o produto deve se adaptar ao usuário — e não o contrário</li>
</ul>
<p>Veja como isso se traduz na prática.</p>
<h3 id="transpar%C3%AAncia-%E2%86%92-interface-limpa-textos-claros">Transparência → Interface limpa, textos claros</h3>
<p>Tentamos manter as interfaces o mais limpas possível, com apenas a quantidade necessária de informação visual e textual para ajudar você a concluir a tarefa.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/zk4kcimage7.png" alt="Um botão para ativar a proteção" loading="lazy"><br>
<em>Um botão para ativar a proteção</em></p>
<h3 id="cuidado-ativo-%E2%86%92-ajuda-sempre-presente">Cuidado ativo → Ajuda sempre presente</h3>
<p>Em nossos apps, você frequentemente encontrará pequenas dicas, tooltips e resumos. Quando necessário, adicionamos explicações curtas ou links para artigos mais completos — assim você pode se aprofundar quando quiser.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/fsrf5image1.png" alt="O que os usuários veem ao adicionar um filtro personalizado" loading="lazy"><br>
<em>O que os usuários veem ao adicionar um filtro personalizado</em></p>
<h3 id="controle-do-usu%C3%A1rio-%E2%86%92-funcionalidade-profunda-complexidade-opcional">Controle do usuário → Funcionalidade profunda, complexidade opcional</h3>
<p>A maioria dos nossos apps é estruturada em camadas. Se você quiser apenas ativar a proteção e seguir em frente, ótimo. Se quiser explorar mais, encontrará configurações detalhadas, modos avançados e personalizações. O controle não é obrigatório, mas, se você quiser, faremos o possível para oferecê-lo.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/c39zqimage9.png" alt="Configurações adicionais aparecem quando você decide personalizar mais" loading="lazy"><br>
<em>Configurações adicionais aparecem quando você decide personalizar mais</em></p>
<h2 id="nosso-p%C3%BAblico-como-atendemos-diferentes-necessidades">Nosso público: como atendemos diferentes necessidades</h2>
<p>Nem todo mundo usa a AdGuard da mesma forma.</p>
<p>Alguns querem configurar e esquecer. Outros gostam de ajustar configurações e aprender mais sobre como a privacidade funciona. Tentamos atender a ambos.</p>
<p>Veja como fazemos isso.</p>
<h3 id="experi%C3%AAncia-em-camadas">Experiência em camadas</h3>
<p>Você pode pensar nos nossos apps como sistemas em camadas:</p>
<ul>
<li>Simples na superfície — para quem quer proteção rápida</li>
<li>Personalizável no meio — para quem tem curiosidade de aprender e ajustar algumas coisas</li>
<li>Altamente configurável — para usuários avançados que querem controle total sem orientação excessiva</li>
</ul>
<p>Essa abordagem nos ajuda a manter a interface limpa, sem abrir mão de profundidade para quem precisa.</p>
<p>Um exemplo é o recurso <em>Regras do usuário</em> — uma ferramenta que permite criar regras de filtragem personalizadas.</p>
<p>Antes, nossa abordagem era voltada apenas para usuários avançados: havia um campo em branco e um link para a documentação.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/lmaujimage5.png" alt="Interface antiga de Regras do usuário" loading="lazy"><br>
<em>Interface antiga de Regras do usuário</em></p>
<p>Agora, no <a href="https://adguard.com/adguard-mini-mac/overview.html">AdGuard Mini para Mac</a>, estamos testando algo novo: uma interface guiada que conduz você pelo processo.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/1ibzlimage6.png" alt="Criando uma regra do usuário no AdGuard Mini para Mac" loading="lazy"><br>
<em>Criando uma regra do usuário no AdGuard Mini para Mac</em></p>
<p>Explicamos o que a regra faz, onde ela se aplica e como funciona. Esperamos que isso facilite o início, mesmo que você nunca tenha criado uma regra antes.</p>
<p>Conte pra gente o que achou: está claro? Fácil de seguir? Falta algo? <a href="https://surveys.adguard.com/ux_feedback/form.html">Seu feedback</a> nos ajuda a decidir se levamos essa abordagem para outras plataformas também.</p>
<h3 id="vocabul%C3%A1rio">Vocabulário</h3>
<p>Para atender os usuários no nível em que estão, ajustamos o vocabulário de acordo com a familiaridade com o tema e o objetivo:</p>
<ul>
<li><em>AdGuard protege você contra anúncios e rastreadores</em> — para quem busca tranquilidade online</li>
<li><em>AdGuard bloqueia domínios conhecidos de analytics e phishing</em> — para quem já entende o básico e quer mais transparência</li>
<li><em>AdGuard permite aplicar regras cosméticas avançadas e scriptlets de listas personalizadas</em> — para usuários experientes que querem controle total</li>
</ul>
<h2 id="feedback-onde-aprendemos-o-que-funciona">Feedback: onde aprendemos o que funciona</h2>
<p>Estamos sempre aprendendo com você — e refletindo isso no produto.</p>
<p>Às vezes, os insights vêm de dados de uso anônimos. Por exemplo, percebemos que alguns usuários ignoravam o “cartão” sobre filtragem HTTPS na tela principal. Sem essa filtragem, porém, a maioria dos anúncios não pode ser bloqueada. Então alteramos o texto — e o resultado foi imediato: o número de usuários que ativaram o recurso aumentou cerca de 1,5 vez.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/vk2wrkimage2.png" alt="Novo texto na tela principal" loading="lazy"><br>
<em>Novo texto (à direita) gera mais interações do que o antigo (à esquerda)</em></p>
<p>Outras vezes, o feedback vem do suporte. Um usuário perguntou onde encontrar a chave de licença da VPN. O detalhe é que a <a href="https://adguard-vpn.com/">AdGuard VPN</a> não usa chaves — a assinatura é vinculada ao e-mail da compra. Então adicionamos uma explicação breve no e-mail de confirmação. Depois disso, as dúvidas praticamente desapareceram.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/urn9dimage4.png" alt="E-mail pós-compra para usuários do AdGuard VPN" loading="lazy"><br>
<em>E-mail pós-compra para usuários do AdGuard VPN</em></p>
<h2 id="restri%C3%A7%C3%B5es">Restrições</h2>
<p>Nem todas as ideias podem ser implementadas (e isso não é ruim). As limitações ajudam a moldar nosso trabalho.</p>
<h3 id="texto-legal">Texto legal</h3>
<p>Gostaríamos que todos os textos fossem simples e amigáveis, mas às vezes precisamos ser juridicamente precisos. Por isso, você pode encontrar linguagem mais formal — mas, sempre que possível, também oferecemos um resumo claro.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/upawnimage8.png" alt="Trecho da Política de Privacidade da AdGuard" loading="lazy"><br>
<em>Trecho da <a href="https://adguard.com/pt_br/privacy.html">Política de Privacidade da AdGuard</a></em></p>
<h3 id="localiza%C3%A7%C3%A3o">Localização</h3>
<p>Criamos produtos para um público global, com tradução para mais de 20 idiomas. Isso traz desafios:</p>
<ul>
<li>Evitar vocabulário complexo</li>
<li>Evitar piadas e expressões locais</li>
<li>Escrever pensando também em não nativos</li>
</ul>
<p>Além disso:</p>
<ul>
<li>Limitamos a quantidade de informação por mensagem</li>
<li>Preferimos frases completas e evitamos estruturas difíceis de traduzir</li>
</ul>
<p>Um exemplo é a seção <em>Regras do usuário</em>. Inicialmente, pensamos em algo como: “Bloquear solicitação para <code>ads.com</code>”. Mas isso não funciona bem em muitos idiomas.</p>
<p>Então reescrevemos como: “Bloquear solicitações para este domínio.” É mais longo, mas mais claro globalmente.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/6ep2rimage3.png" alt="Elemento de interface em diferentes idiomas" loading="lazy"><br>
<em>Elemento de interface para criação de novas regras em diferentes idiomas</em></p>
<h2 id="o-que-vem-a-seguir-e-como-voc%C3%AA-pode-ajudar">O que vem a seguir e como você pode ajudar</h2>
<p>Aqui vai um paradoxo curioso: somos uma empresa de privacidade, então <strong>coletamos o mínimo possível de dados</strong>. Mas isso dificulta saber o que funciona melhor.</p>
<p>Estamos trabalhando em formas de aprendizado que respeitem a privacidade. Enquanto isso, você pode ajudar ativando a opção <em>Enviar dados anônimos de uso do app</em>.</p>
<p>Essa opção não coleta dados pessoais, não rastreia você e não compartilha informações com terceiros, mas nos ajuda a entender quais partes do app precisam melhorar.</p>
<p>Nosso próximo passo é usar mais esses insights para tornar os produtos da AdGuard ainda mais claros, intuitivos e úteis.</p>
<p>Se você encontrar algo confuso ou algo de que tenha gostado, <strong>conte pra gente clicando no botão abaixo</strong>.</p>
<div class="kg-card kg-button-card kg-align-center"><a href="https://surveys.adguard.com/ux_feedback/form.html" class="kg-btn kg-btn-accent">Deixar o seu feedback</a></div><p>Aproveitamos cada oportunidade para tornar nossos aplicativos mais claros, mais úteis e mais alinhados com o que você realmente precisa!</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>Semana do autocuidado no AdGuard: seu guia para uma vida digital mais tranquila</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/digital-self-care-week-adguard.html</link>
      <pubDate>Fri, 17 Apr 2026 16:55:15 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Alyona Bolshova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">69e265f31beaf40001a37cd3</guid>
      <category>Promoções AdGuard</category>
      <description>Experimente essas pequenas mudanças para tornar sua internet mais limpa e mais privada, e aproveite os descontos especiais do AdGuard para manter sua vida digital mais tranquila e segura.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>Atualização: essa promoção chegou ao fim. Se você não chegou a tempo de comprar o bloqueador de anúncios AdGuard, AdGuard VPN ou AdGuard DNS com desconto, não se preocupe: nós sempre fazemos promoções. Para não perder a próxima, <a href="#subscribe-to-news">assine a nossa newsletter</a>, nós te manteremos atualizado!</p>
</blockquote>
<p>Costumamos pensar em autocuidado como algo que acontece offline — caminhadas para a saúde mental, as preciosas oito horas de sono, meditações guiadas. Mas às vezes esquecemos que se sentir no controle online importa tanto quanto.</p>
<p>Notificações constantes, anúncios e rolagem infinita podem tornar o tempo online cansativo. Felizmente, há passos simples que você pode seguir para tornar sua experiência digital mais leve.</p>
<h2 id="cuide-das-suas-senhas">Cuide das suas senhas</h2>
<p>Reutilizar a mesma senha (ou pequenas variações dela) é comum — eu mesma já fiz isso e depois tive dificuldade para lembrar qual <em>mínimo</em> símbolo eu tinha mudado.</p>
<p>Um gerenciador de senhas pode ajudar gerando e armazenando senhas fortes e únicas, para que você só precise lembrar de uma senha principal. Não é necessário acompanhar cada pequena mudança que você fez.</p>
<h2 id="limpe-seu-navegador-regularmente">Limpe seu navegador regularmente</h2>
<p>Outra coisa simples que você pode fazer agora é limpar o cache e os cookies do seu navegador. Fazer isso com frequência limita o rastreamento e ajuda o navegador a funcionar melhor. Basta usar o atalho <em>Ctrl+Shift+Delete</em> no Windows/Linux ou <em>Cmd+Shift+Delete</em> no Mac.</p>
<p>Se quiser bloquear cookies de rastreamento sem perder suas sessões de login, o AdGuard pode ajudar. Basta clicar em <em>Excluir cookies de terceiros</em> em <em>Proteção contra rastreamento</em>.</p>
<h2 id="apague-apps-que-voc%C3%AA-n%C3%A3o-usa">Apague apps que você não usa</h2>
<p>Apps não utilizados ocupam espaço e podem se tornar riscos de segurança se estiverem desatualizados. Certifique-se de excluir sua conta se não usa mais o app. Depois, apague o aplicativo do seu celular de vez — e respire um pouco mais aliviado.</p>
<h2 id="bloqueie-notifica%C3%A7%C3%B5es-desnecess%C3%A1rias">Bloqueie notificações desnecessárias</h2>
<p>A maioria dos celulares está cheia de notificações que você realmente não precisa — você pode receber dezenas de mensagens incentivando você a assinar um novo serviço, pedir fast food ou continuar jogando algo que já está consumindo tempo demais.</p>
<p>Reserve alguns minutos para desativar notificações não essenciais. Aproveite também para verificar as permissões dos apps em <em>Configurações</em>. Alguns aplicativos podem estar rastreando sua localização ou acessando mais dados do que o necessário em segundo plano.</p>
<h2 id="livre-se-dos-an%C3%BAncios">Livre-se dos anúncios</h2>
<p>Imagine tentar fechar um anúncio antes de um vídeo, mas ele abre outro pop-up, e depois mais outro. De repente, você está à beira de um colapso mental no meio da sua pausa para o almoço.</p>
<p>Um bloqueador de anúncios como o AdGuard pode ajudar a limpar sua experiência de navegação, removendo anúncios e banners intrusivos e dificultando muito mais que empresas rastreiem sua atividade.</p>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">💡</div><div class="kg-callout-text">O AdGuard está em promoção durante a nossa semana de autocuidado digital. <a href="https://adguard.com/pt_br/license.html?promoCode=SELFCARE26&amp;aid=137561&amp;utm_source=blog" rel="noreferrer">Economize 30% nas licenças vitalícias e 40% nos planos de 1 ano.</a></div></div><h2 id="use-uma-vpn-para-proteger-sua-privacidade">Use uma VPN para proteger sua privacidade</h2>
<p>Se você está preocupado com sites e anunciantes rastreando sua atividade, uma VPN pode ajudar a ocultar seu endereço IP e criptografar sua conexão.</p>
<p>Experimente o AdGuard VPN — ele foi desenvolvido para proteger sua conexão sem registrar sua atividade nem vender seus dados.</p>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">💡</div><div class="kg-callout-text"><a href="https://adguard-vpn.com/pt_br/license.html?promoCode=SELFCAREVPN26&amp;aid=137561&amp;utm_source=blog" rel="noreferrer">As assinaturas de 2 anos do AdGuard VPN estão atualmente com 80% de desconto.</a></div></div><h2 id="configure-a-filtragem-de-dns">Configure a filtragem de DNS</h2>
<p>Alguns dispositivos, como smart TVs, não suportam bloqueadores de anúncios. É aí que a filtragem de DNS se torna útil — ela pode proteger todos os dispositivos da sua rede doméstica contra anúncios e rastreadores.</p>
<p>Você também pode configurar recursos de segurança para bloquear conteúdo malicioso ou reduzir o risco de phishing.</p>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">💡</div><div class="kg-callout-text"><a href="https://adguard-dns.io/pt_br/license.html?promoCode=SELFCAREDNS26&amp;aid=137561&amp;utm_source=blog" rel="noreferrer">Os planos AdGuard DNS Personal e Team estão com 55% de desconto.</a></div></div><blockquote>
<p>Os descontos especiais da semana de autocuidado digital do AdGuard são válidos até 28 de abril.</p>
</blockquote>
<p>E lembre-se: pequenos passos já são suficientes. É impossível bloquear todos os anúncios ou rastreadores, ou se proteger de todos os vazamentos de senha. Mas o que importa é saber que você está tornando sua experiência online mais segura.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>OkCupid usou fotos de 3M de usuários para treinamento de IA sem consentimento</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/okcupid-ai-data-collection-privacy.html</link>
      <pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:21:02 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">69e225ae1beaf40001a37c73</guid>
      <category>Notícias do setor</category>
      <category>Privacidade</category>
      <description>Cadastrar-se em um aplicativo de namoro já é arriscado o suficiente. Mas usar suas fotos, localização e dados pessoais para alimentar IA não fazia parte do acordo.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Quando você se cadastra em um aplicativo de namoro, sabe que está assumindo um risco. Você se expõe a golpistas e a todo tipo de interação desagradável em um ambiente bastante competitivo. E apenas por estar nesses apps, você já fica mais vulnerável a problemas de segurança e privacidade: seus dados podem ser coletados e usados para quebrar suas senhas, suas contas podem ser sequestradas, suas fotos podem ser roubadas e usadas para criar perfis falsos… a lista continua. Mas, no fim das contas, esses são riscos que você escolhe correr. Fazem parte do pacote.</p>
<p>O que não parece fazer parte do pacote, porém, é uma plataforma de namoro compartilhar suas informações sensíveis, fotos e dados de localização com alguma empresa de IA da qual você nunca ouviu falar (e fazer isso sem o seu consentimento). Isso ultrapassa um limite e configura uma quebra de confiança. Mas foi exatamente isso que o OkCupid, um app de namoro pertencente ao Match Group (que também é dono do Tinder, Hinge e Plenty of Fish), fez.</p>
<p>E o pior: quando isso veio à tona, a punição que recebeu foi pouco mais do que um tapinha na mão.</p>
<h2 id="quando-os-dados-dos-usu%C3%A1rios-s%C3%A3o-vistos-como-propriedade-da-empresa">Quando os dados dos usuários são vistos como propriedade da empresa</h2>
<p>Em um acordo proposto que o OkCupid e sua empresa controladora, Match Group, firmaram com a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) em março deste ano, o governo alegou que <a href="https://www.ftc.gov/news-events/news/press-releases/2026/03/ftc-takes-action-against-match-okcupid-deceiving-users-sharing-personal-data-third-party">o app estava “enganando” os usuários ao compartilhar suas informações pessoais — incluindo fotos e dados de localização — com um terceiro não relacionado</a>. Isso foi feito sem o conhecimento ou consentimento dos usuários, e em violação das próprias promessas de privacidade do OkCupid.</p>
<p>Na época da infração, lá em 2014, a política de privacidade do OkCupid afirmava que poderia compartilhar dados dos usuários com “prestadores de serviço”, parceiros comerciais ou empresas afiliadas, ou então apenas após informar explicitamente os usuários e dar a eles a opção de recusar. Mas não foi isso que aconteceu. A FTC concluiu que o OkCupid compartilhou informações de potencialmente milhões de usuários, incluindo até 3 milhões de fotos, com uma empresa de IA chamada Clarifai. Essa empresa não se encaixava em nenhuma dessas categorias — não era prestadora de serviço, parceira nem afiliada — e o OkCupid nunca pediu consentimento aos usuários, nem deu a eles a chance de recusar. Na prática, isso deixou milhões de pessoas completamente sem saber que seus dados estavam sendo reaproveitados nos bastidores.</p>
<p>Como e por que isso aconteceu? A explicação é relativamente banal. Os fundadores do OkCupid tinham interesse direto na Clarifai, que depois utilizou essas 3 milhões de fotos e outros dados de usuários para desenvolver ferramentas de reconhecimento facial e processamento de imagens. Em outras palavras, eles haviam investido na empresa e trataram o OkCupid como uma fonte conveniente de dados. <a href="https://arstechnica.com/tech-policy/2026/03/okcupid-match-pay-no-fine-for-sharing-user-photos-with-facial-recognition-firm/">Como relatou o Ars Technica</a>, o CEO da Clarifai reconheceu que os dados ajudaram a construir um sistema capaz de “identificar a idade, o sexo e a raça de rostos detectados”, ou seja, as fotos dos usuários foram transformadas em material de treinamento para uma ferramenta que eles nunca concordaram em apoiar. A FTC observou que, por anos, o OkCupid tentou negar qualquer relação com a empresa de IA.</p>
<p>No papel, isso poderia até ser interpretado como aceitável sob políticas vagas. Mas, na prática, o OkCupid estava tratando os dados dos usuários como se simplesmente pertencessem a ele. Isso vai contra o espírito das promessas de privacidade que fez. Porque o que a política sugeria — e o que os usuários razoavelmente acreditavam — era que seus dados seriam usados apenas das formas explicitamente descritas. E treinar modelos de IA nunca fez parte disso.</p>
<p>Para entender o quão problemático é esse comportamento, pense em um experimento simples: imagine que os fundadores não tivessem investido em uma empresa de IA, mas sim em algo como uma corretora de seguros de automóveis ou uma seguradora de saúde, e então simplesmente dessem a esse negócio totalmente não relacionado acesso a dados sensíveis coletados pelo OkCupid. Esses dados poderiam ser usados, por exemplo, para inferir o estilo de vida das pessoas, orientação sexual ou riscos de saúde e, em seguida, influenciar seus preços de seguro ou elegibilidade — ou seja, gerar consequências negativas no mundo real com base em dados que os usuários nunca compartilharam conscientemente para esse fim.</p>
<h2 id="um-tapinha-na-m%C3%A3o">Um tapinha na mão</h2>
<p>Você pode imaginar que um uso tão indevido de dados dos usuários traria penalidades severas. Mas não foi o caso. Como parte do acordo, o OkCupid foi basicamente proibido de deturpar suas práticas de coleta de dados e controles de privacidade no futuro. Nada de multas pesadas — na verdade, nenhuma multa — e nenhuma consequência relevante de longo prazo além da obrigação de cumprir as regras. Em teoria, pessoas afetadas ainda poderiam tentar processar na esfera civil, mas isso é improvável, especialmente porque o Match não admitiu qualquer irregularidade.</p>
<p><img src="http://cdn.adtidy.org/blog/new/4zq8ikimage1.png" alt="" loading="lazy"><br>
<em><a href="https://www.ftc.gov/system/files/ftc_gov/pdf/MatchGroupAmericasandHumorRainbowStipulatedOrder.pdf">Fonte</a></em></p>
<p>Esse tipo de punição é difícil de levar a sério. Na prática, isso nem chega a ser uma penalidade — é apenas uma reafirmação das regras. Basicamente, é como dizer para alguém não fazer algo que já não deveria estar fazendo. Isso faz tudo parecer menos uma fiscalização e mais uma promessa vazia. E isso é difícil de aceitar vindo de uma empresa que já demonstrou estar disposta a esticar — ou simplesmente ignorar — suas próprias promessas quando lhe convinha.</p>
<h2 id="compartilhar-dados-sem-consentimento-a-regra-n%C3%A3o-a-exce%C3%A7%C3%A3o">Compartilhar dados sem consentimento: a regra, não a exceção</h2>
<p>O caso do OkCupid é apenas o exemplo mais recente desse tipo de postura possessiva em relação aos dados dos usuários. Mas, embora alguns argumentem — incluindo o próprio Match Group — que os tempos mudaram e essas práticas permissivas ficaram no passado, isso está longe de ser verdade. Casos de empresas lidando mal com dados de usuários, muitas vezes compartilhando silenciosamente ou até vendendo essas informações sem consentimento claro, têm se acumulado nos últimos anos.</p>
<p>Veja o Grindr. Nos últimos anos, o app enfrentou penalidades significativas na Europa após ser descoberto que compartilhava dados altamente sensíveis — incluindo orientação sexual, localização precisa e identificadores de publicidade — com centenas de parceiros publicitários sem consentimento válido, <a href="https://www.datatilsynet.no/en/regulations-and-tools/regulations/avgjorelser-fra-datatilsynet/2021/gebyr-til-grindr/">resultando em uma multa de US$ 6,1 milhões na Noruega</a> e <a href="https://www.theguardian.com/technology/2024/apr/22/lawsuit-in-london-to-allege-grindr-shared-users-hiv-status-with-ad-firm">em ações judiciais coletivas em andamento no Reino Unido sobre o suposto compartilhamento de dados relacionados ao HIV com empresas de publicidade</a>.</p>
<p>Ou outro app de namoro, <a href="https://techcrunch.com/2025/05/02/dating-app-raw-exposed-users-location-data-personal-information/">Raw, onde em 2025 uma falha de segurança expôs a localização exata dos usuários, no nível da rua, junto com dados pessoais como preferências sexuais e datas de nascimento</a>. Esse tipo de exposição não cria apenas riscos online — pode se traduzir em vulnerabilidade no mundo real. Tornando a situação ainda mais distópica, <a href="https://www.theverge.com/wearables/657475/raw-ring-wearables-emotion-tracking-smart-ring">o incidente ocorreu em um momento em que a empresa explorava o desenvolvimento de um dispositivo vestível para monitorar sinais fisiológicos dos parceiros</a>, levantando preocupações óbvias sobre vigilância em cima de práticas de dados já frágeis.</p>
<p>E não são apenas apps de namoro. Entre 2024 e 2025, a General Motors e sua unidade OnStar foram flagradas coletando silenciosamente dados detalhados de comportamento ao volante. Isso incluía informações sobre frenagem, velocidade e localização, que depois foram vendidas a corretores de dados e usadas por seguradoras para aumentar prêmios — em alguns casos, de forma drástica. Novamente, houve consequências financeiras reais para os usuários. <a href="https://www.ftc.gov/news-events/news/press-releases/2026/01/ftc-finalizes-order-settling-allegations-gm-onstar-collected-sold-geolocation-data-without-consumers">A FTC acabou proibindo a prática por cinco anos após uma investigação</a>.</p>
<p>Padrões semelhantes também apareceram em outros lugares — <a href="https://www.dataprotection.ie/en/news-media/press-releases/irish-data-protection-commission-fines-linkedin-ireland-eu310-million">de plataformas de networking como o LinkedIn</a> a <a href="https://adguard.com/en/blog/location-sale-ban-broker-ftc.htm">corretores de dados</a> e <a href="https://www.ftc.gov/news-events/news/press-releases/2024/02/ftc-order-will-ban-avast-selling-browsing-data-advertising-purposes-require-it-pay-165-million-over">até softwares de segurança</a>. Em todos esses casos — e há muitos outros ainda por vir — os dados dos usuários foram silenciosamente reaproveitados, compartilhados ou vendidos sem que as pessoas realmente soubessem. Se alguma coisa, isso mostra que a ideia de que promessas de privacidade são, muitas vezes, só palavras vazias ainda não desapareceu.</p>
<h2 id="o-que-isso-realmente-significa-para-os-usu%C3%A1rios">O que isso realmente significa para os usuários</h2>
<p>É fácil tratar esses casos como violações abstratas ou questões regulatórias, mas as consequências estão longe de ser abstratas. Quando esse tipo de dado é compartilhado, vazado ou reaproveitado, pode expor informações profundamente pessoais: desde orientação sexual e estado de saúde até histórico de localização precisa — muitas vezes para partes que os usuários nem sabiam que existiam.</p>
<p>Isso pode levar desde manipulação direcionada e criação de perfis comportamentais até riscos no mundo real, como assédio, discriminação ou penalidades financeiras, como vimos com dados de seguros. E, uma vez que esses dados estão por aí, não há uma forma real de recuperá-los ou controlar como serão usados depois. E, à medida que mais sistemas passam a depender da coleta desse tipo de informação, os riscos só aumentam.</p>
<p>Isso fica especialmente evidente com práticas mais recentes, como verificação de idade, que está sendo cada vez mais adotada no mundo todo e frequentemente exige que os usuários forneçam informações altamente sensíveis, como escaneamentos faciais ou documentos de identidade.</p>
<h2 id="quanto-maiores-os-riscos-maior-o-problema">Quanto maiores os riscos, maior o problema</h2>
<p>Portanto, embora os riscos e preocupações não sejam novos, a situação está se tornando cada vez mais delicada. Veja empresas como a britânica Yoti, que recentemente foi apontada por coletar e reter dados biométricos sem consentimento válido — ou o Discord, que introduziu verificação de idade baseada em documentos e depois enfrentou problemas quando esses dados foram expostos em um vazamento. Em ambos os casos, os usuários foram solicitados a fornecer dados altamente sensíveis, apenas para que eles fossem mal gerenciados ou expostos.</p>
<p>Como um todo, o mundo está caminhando para uma coleta cada vez maior de dados em nome da conveniência. Estamos cercados por tecnologias baseadas nessa mesma premissa — desde sistemas de vigilância doméstica como o Ring até redes de monitoramento urbano como o Flock, que utilizam câmeras com IA para registrar placas e detalhes de veículos em bancos de dados pesquisáveis.</p>
<p>Mas, embora essas inovações sejam promovidas como um benefício para a segurança, todas fazem parte do mesmo problema fundamental. Espera-se que você confie que esses sistemas não serão invadidos e, ao mesmo tempo, que as empresas não farão mau uso dos seus dados. Mas já vimos ambos acontecerem — muitas vezes sem que os usuários sequer saibam. Mesmo quando as políticas parecem tranquilizadoras, sempre há pessoas dentro das organizações com acesso, e basta um uso indevido ou um único “elo fraco”.</p>
<p>É por isso que práticas como coleta massiva de dados, rastreamento comportamental ou monitoramento constante — sejam apresentadas como segurança, personalização ou inovação — passam cada vez mais a parecer não recursos, mas riscos. <strong>Porque, quando algo dá errado, são os usuários que lidam com as consequências, não as empresas que coletam os dados</strong>. Espera-se que confiemos nas empresas para fazer a coisa certa e que alguém as responsabilize quando não o fazem (se tivermos sorte). Talvez sempre tenha sido assim. Mas, enquanto não houver consequências reais — como mostrou o caso do OkCupid — há muito pouco incentivo para que façam diferente da próxima vez.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>YouTube lança anúncios de 30 segundos impuláveis, lembrando os comerciais de TV</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/youtube-unskippable-ads-tv-blocking.html</link>
      <pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:11:50 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">69c3ed261beaf40001a36d65</guid>
      <category>Notícias do setor</category>
      <category>YouTube</category>
      <description/>
      <content:encoded><![CDATA[<p>O YouTube passou a incluir anúncios de 30 segundos que não podem ser pulados como parte da experiência para quem assiste à plataforma na TV. <a href="https://blog.google/products/ads-commerce/vrc-non-skip-ads-generally-available/">Em um post no blog publicado em 2 de março</a>, a empresa — que pertence à Google — anunciou que o formato está sendo disponibilizado globalmente.</p>
<p>Não é a primeira vez que o YouTube aposta nesse formato. <a href="https://www.bbc.co.uk/newsround/39015986">Há quase 10 anos, a plataforma decidiu aposentar os anúncios de 30 segundos não puláveis</a>, já que, na época, eram vistos como um resquício da TV tradicional. Era algo que todos — inclusive líderes do setor de tecnologia — queriam deixar para trás. Mas os tempos mudaram…</p>
<p>O retorno desse formato, antes descartado, foi <a href="https://9to5google.com/2023/05/17/youtube-tv-ads/">anunciado pela primeira vez em 2023</a>, e o YouTube levou três anos para reintroduzi-lo.</p>
<p>Com 30 segundos, o novo formato se torna oficialmente o anúncio não pulável padrão mais longo oferecido pelo YouTube. Ainda assim, já houve <a href="https://www.youtube.com/watch?v=f-S3fYi_XRc">muitos relatos informais</a> de anúncios muito mais longos aparecendo na plataforma, com <a href="https://www.pcworld.com/article/2590352/hours-long-unskippable-ads-spotted-on-youtube-whats-going-on.html">durações que variam de vários minutos até impressionantes 58 minutos</a>.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/vkmfimage2.png" alt="Um anúncio não pulável de uma hora" loading="lazy"><br>
<em><a href="https://www.reddit.com/r/youtube/comments/1i89wj8/60_minute_unskipable_ad/">Fonte: Reddit</a></em></p>
<p>Por mais alarmantes que esses relatos pareçam — e só de imaginar um anúncio de uma hora já dá arrepios — o YouTube os classificou como falhas ou simplesmente não comentou o assunto.</p>
<p>Por enquanto, os anúncios de 30 segundos para TVs conectadas são o formato mais longo oficialmente reconhecido, e tudo indica que vieram para ficar.</p>
<h2 id="onde-os-an%C3%BAncios-ser%C3%A3o-exibidos">Onde os anúncios serão exibidos</h2>
<p>No post do blog, o YouTube afirma que os anúncios não puláveis VRC (Video Reach Campaign) foram projetados especificamente para rodar em dispositivos de TV conectada (CTV), como smart TVs, dispositivos de streaming (Roku, Fire TV, Apple TV, Chromecast) e outras telas grandes conectadas à internet em salas de estar.</p>
<p>Os anúncios mais longos, de 30 segundos, são exclusivos para CTV, enquanto a IA do Google combina dinamicamente anúncios curtos de 6 segundos (bumper) e anúncios não puláveis padrão de 15 segundos em outras plataformas do YouTube, como celular, desktop e tablets.</p>
<p>A lógica por trás disso é que quem assiste ao YouTube em telas grandes tende a ser mais tolerante com comerciais longos do que quem assiste no computador ou no celular. Pode até ser uma suposição razoável, mas isso nos leva de volta a um cenário bem familiar — a era anterior ao streaming e ao próprio YouTube.</p>
<h2 id="de-volta-aos-velhos-e-nem-t%C3%A3o-bons-tempos">De volta aos velhos (e nem tão bons) tempos</h2>
<p>Essa novidade inevitavelmente traz à memória a época em que longos intervalos comerciais faziam parte da experiência de assistir TV. Quem cresceu com a televisão tradicional deve lembrar bem: quando começava o intervalo, você levantava do sofá, pegava algo para comer, talvez um café, e voltava minutos depois esperando que o programa tivesse recomeçado. Era uma experiência compartilhada por praticamente todo mundo.</p>
<p>O problema é que quase ninguém quer repetir isso. Plataformas de streaming e vídeos online se tornaram populares justamente por se afastarem desse modelo. Ainda assim, com esses anúncios mais longos e impossíveis de pular, o YouTube parece estar voltando aos hábitos que muitos usuários ficaram felizes em abandonar. Nostalgia pelos “bons e velhos tempos” é uma coisa — mas isso parece mais um retrocesso do que uma homenagem.</p>
<p>Há também uma diferença importante. Na TV tradicional, os intervalos comerciais raramente apareciam de forma aleatória: eles eram estrategicamente posicionados, muitas vezes em momentos de tensão para prender o público. Podia ser irritante, claro, mas havia uma lógica por trás. Já os usuários de hoje estão acostumados a uma experiência muito mais fluida — e, nesse contexto, a volta de interrupções longas e inevitáveis soa como um passo para trás.</p>
<h2 id="youtube-aperta-o-cerco-com-mais-an%C3%BAncios">YouTube aperta o cerco com mais anúncios</h2>
<p>A introdução desse novo formato está alinhada a uma tendência que vem marcando a estratégia do YouTube nos últimos anos: maximizar a receita com anúncios. E, nesse aspecto, a plataforma tem sido extremamente bem-sucedida. Segundo estimativas da empresa de pesquisa MoffettNathanson, divulgadas pelo <em>The Hollywood Reporter</em>, o YouTube gerou impressionantes <strong>US$ 40,4 bilhões em receita publicitária em 2025</strong>, superando a receita combinada de Disney, NBCUniversal, Paramount e Warner Bros. Discovery, que juntas somaram US$ 37,8 bilhões.</p>
<p>Outra estratégia complementar (e com o mesmo objetivo) é o combate a bloqueadores de anúncios, visando aumentar a receita com assinaturas. Como já relatado anteriormente, o YouTube começou a desencorajar o uso de ad blockers ao piorar intencionalmente a experiência do usuário — por exemplo, ocultando descrições e comentários até que o bloqueador seja desativado.</p>
<p>Só neste ano, a plataforma também apertou outras brechas. <a href="https://www.androidauthority.com/youtube-background-play-broken-3636179/">Um exemplo é a <strong>reprodução em segundo plano</strong></a>, recurso oficialmente exclusivo para assinantes do YouTube Premium, mas que antes podia ser acessado por meio de navegadores alternativos com bloqueadores de anúncios. Muitos usuários relataram que esse “atalho” parou de funcionar: agora, ao minimizar o navegador ou desligar a tela, o áudio é interrompido. Um porta-voz do Google confirmou que a experiência foi atualizada para garantir que o recurso permaneça exclusivo do Premium.</p>
<p>Além disso, usuários da versão gratuita também relataram um novo tipo de publicidade persistente nos aplicativos móveis. <a href="https://www.reddit.com/r/youtube/comments/1oulph1/i_keep_on_getting_ads_in_the_bottom_left_corner/">Esses banners aparecem no <strong>canto inferior esquerdo do vídeo</strong></a> e, em alguns casos, não podem ser fechados — a menos que o usuário saia do vídeo e o reproduza novamente.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/9d8alimage3.png" alt="Novo tipo de anúncios no app móvel do YouTube" loading="lazy"><br>
<em><a href="https://www.reddit.com/r/youtube/comments/1oulph1/i_keep_on_getting_ads_in_the_bottom_left_corner/">Fonte: Reddit</a></em></p>
<h2 id="desvantagens-das-assinaturas-do-youtube-premium">Desvantagens das assinaturas do YouTube Premium</h2>
<p>Pelo que tudo indica, o objetivo mais amplo do YouTube parece bastante claro: desencorajar o uso de bloqueadores de anúncios e, ao mesmo tempo, empurrar os usuários para assinaturas premium. Isso se encaixa perfeitamente na chamada economia de assinaturas, que já se espalhou por diversos setores — de serviços de streaming a impressoras e até carros.</p>
<p>Esse movimento também acontece em um momento em que a experiência gratuita original do YouTube está cada vez mais difícil de aproveitar, devido às interrupções constantes. A solução mais simples seria assinar o Premium — pelo menos na teoria. Na prática, já houve <strong><a href="https://currently.att.yahoo.com/att/google-investigates-why-youtube-premium-180548948.html">vários relatos ao longo dos anos de usuários que ainda veem anúncios mesmo após assinar o Premium</a></strong>. A Google costuma atribuir esses casos a falhas ou problemas do lado do usuário — como assistir a vídeos sem estar logado —, mas os <a href="https://www.reddit.com/r/youtube/comments/1g8kv31/am_i_seeing_ads_even_with_premium_now/">relatos continuam surgindo, com usuários dizendo que ainda veem anúncios na página inicial e em outras partes da plataforma</a>).</p>
<p>E tem também o preço. A assinatura completa do Premium atualmente custa US$ 13,99 por mês para usuários individuais ou US$ 22,99 no plano familiar — o que não é exatamente barato para muita gente. Não surpreende que alguns optem pelo Premium Lite, disponível nos EUA por US$ 7,99 mensais. O problema é que ele oferece apenas uma experiência <em>quase</em> sem anúncios — ainda há publicidade em conteúdos musicais, Shorts e durante navegação ou buscas.</p>
<p>Dada a direção que o YouTube parece estar seguindo, <strong>não seria surpreendente ver o número de níveis de assinatura crescer ainda mais, com uma experiência totalmente sem anúncios se tornando algo quase “premium de luxo”</strong>. Do ponto de vista de negócio, o cenário ideal é manter as duas fontes de receita funcionando: anúncios e assinaturas.</p>
<p>Alguns observadores acreditam que a situação pode <a href="https://x.com/thepanta82/status/2031414096852029440">escalar ainda mais</a>. Como comentou um usuário no X: <em>“Em breve você terá ‘menos anúncios’ com o Premium, e vai precisar de uma conta ‘Supreme’ para ficar realmente sem anúncios. E assim por diante.”</em> Pode soar meio irônico, mas não é difícil imaginar um futuro em que as diferenças entre planos gratuitos, pagos e “super premium” fiquem cada vez mais confusas.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/1oyy4image1.png" alt="Um tweet prevendo os formatos de assinatura do YouTube" loading="lazy"></p>
<h2 id="alternativa-bloqueadores-de-an%C3%BAncios-quando-poss%C3%ADvel">Alternativa: bloqueadores de anúncios, quando possível</h2>
<p>Há também outro motivo pelo qual a estratégia de anúncios do YouTube está cada vez mais focada em TVs conectadas. Em comparação com PCs ou smartphones, smart TVs oferecem muito menos formas de evitar anúncios. Bloqueadores tradicionais baseados em navegador simplesmente não podem ser instalados na maioria dessas plataformas.</p>
<p>Isso deixa abordagens em nível de rede, como filtragem via DNS, como uma das poucas opções disponíveis. Ainda assim, essas soluções têm limitações importantes. Como o YouTube frequentemente entrega anúncios a partir dos mesmos domínios do conteúdo de vídeo, bloqueadores baseados em DNS geralmente não conseguem filtrar os anúncios sem também quebrar a reprodução dos vídeos. Na prática, isso torna os anúncios do YouTube muito mais difíceis de bloquear em smart TVs do que em desktops ou dispositivos móveis.</p>
<p>Para muitos usuários, a combinação de anúncios mais longos, restrições mais rígidas e uma pressão crescente para assinar o Premium deixa uma alternativa óbvia: recorrer a bloqueadores de anúncios — pelo menos nos dispositivos onde eles ainda funcionam bem. O AdGuard e outras soluções do tipo vivem há anos um clássico jogo de gato e rato com o YouTube, que constantemente implementa novas medidas para detectar e desencorajar esse tipo de ferramenta. O cerco pode estar se fechando, mas o outro lado também continua evoluindo.</p>
<p>E, considerando o cenário atual, não é difícil entender por quê. Quando as assinaturas ficam mais caras, falhas ocasionais ainda deixam anúncios passarem, e até os planos mais baratos continuam parcialmente suportados por publicidade, o equilíbrio começa a parecer um pouco injusto. Enquanto isso, o objetivo segue simples: tornar o YouTube assistível como já foi um dia — mesmo que a própria plataforma pareça determinada a dificultar isso.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>O bloqueador de anúncios AdGuard não é mais compatível com Windows 8 Windows 8.1</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-ad-blocker-cease-windows-8-support.html</link>
      <pubDate>Mon, 16 Mar 2026 19:18:40 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Alyona Bolshova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">69b82d601beaf40001a368fd</guid>
      <category>AdGuard for Windows</category>
      <category>Notícias do AdGuard</category>
      <description>A partir do AdGuard para Windows v8.0, Windows 8 e 8.1 não serão mais suportados, mas você pode usar as últimas versões compatíveis.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>2012 foi um ano e tanto: lembra quando a Rainha “saltou de paraquedas” nas Olimpíadas e Gangnam Style estava em todo lugar? Alguns até esperavam que o mundo acabasse em dezembro, mas não antes de experimentar o novíssimo Windows 8.</p>
<p>Mas os tempos mudam, e nós também. A partir do AdGuard para Windows v8.0, não ofereceremos mais suporte ao Windows 8 e ao Windows 8.1. <strong><a href="https://agrd.io/adguard_for_win8">Você pode baixar aqui a última versão compatível com as versões antigas do Windows</a></strong>.</p>
<blockquote>
<p>Só para não haver confusão: o AdGuard para Windows v8.0 <strong>não</strong> é compatível com o Windows 8, apesar dos nomes parecidos. É apenas coincidência, juramos.</p>
</blockquote>
<h2 id="por-que-agora">Por que agora?</h2>
<p>A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 8.1 em janeiro de 2023:<br>
<a href="https://support.microsoft.com/en-gb/windows/windows-8-1-support-ended-on-january-10-2023-3cfd4cde-f611-496a-8057-923fba401e93">https://support.microsoft.com/en-gb/windows/windows-8-1-support-ended-on-january-10-2023-3cfd4cde-f611-496a-8057-923fba401e93</a></p>
<p>Por mais de dois anos após isso, continuamos lançando atualizações para usuários desses sistemas. Agora chegou a hora de seguir em frente.</p>
<p>Focar nas versões mais recentes do Windows nos ajuda a melhorar o AdGuard mais rapidamente e torná-lo mais seguro e confiável. Muitas bibliotecas modernas, ferramentas de desenvolvimento e tecnologias de segurança são criadas para sistemas operacionais mais novos. Continuar oferecendo suporte aos mais antigos dificulta fornecer a melhor proteção possível aos nossos usuários.</p>
<h2 id="e-se-eu-ainda-n%C3%A3o-estiver-pronto-para-deixar-isso-para-tr%C3%A1s">E se eu ainda não estiver pronto para deixar isso para trás?</h2>
<p>Você ainda pode usar o AdGuard no Windows 8 e 8.1, mas apenas com as últimas versões compatíveis. Vale lembrar que essas versões podem não ser tão eficientes ou seguras quanto as mais recentes.</p>
<p>A última versão estável compatível com esses sistemas operacionais é o AdGuard para Windows v7.22.</p>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">💡</div><div class="kg-callout-text"><a href="https://agrd.io/adguard_for_win8" rel="noreferrer"><b><strong style="white-space: pre-wrap;">Baixar a v7.22</strong></b></a></div></div><p>A última versão Nightly compatível também está disponível. Lembre-se de que as versões Nightly podem ser instáveis e conter bugs.</p>
<div class="kg-card kg-callout-card kg-callout-card-blue"><div class="kg-callout-emoji">💡</div><div class="kg-callout-text"><a href="https://agrd.io/adguard_for_win8_nightly" rel="noreferrer"><b><strong style="white-space: pre-wrap;">Baixar o AdGuard para Windows v8.0 Nightly</strong></b></a></div></div><p>Observe que todas as futuras versões do AdGuard para Windows exigirão Windows 10 ou mais recente.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>AdGuard é lançado no Meta Quest: o bloqueio de anúncios chega à realidade virtual</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-adblocker-vr-meta-quest.html</link>
      <pubDate>Thu, 05 Mar 2026 20:36:04 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">69a9bf041beaf40001a364f4</guid>
      <category>AdGuard Browser Extensions</category>
      <category>AdGuard news</category>
      <description>O AdGuard agora está disponível como uma das primeiras extensões de navegador com bloqueio de anúncios para o Meta Quest Browser.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Estamos animados em compartilhar que <strong>o AdGuard agora está disponível para alguns usuários como uma das primeiras extensões de navegador com bloqueio de anúncios para o Meta Quest Browser</strong>. Com apenas cerca de 10 extensões atualmente compatíveis com a plataforma, isso representa um grande passo em direção a uma experiência de navegação em realidade virtual e mista mais personalizável e focada em privacidade.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/blog/new/i7ed9adguard-vr.png" alt="" loading="lazy"></p>
<p>O AdGuard para Meta Quest funciona exatamente como nossa extensão de navegador para Chrome: ele bloqueia anúncios, rastreadores, pop-ups e sites maliciosos, oferecendo uma experiência na web mais limpa, rápida e privada. Seja lendo, fazendo compras ou explorando a internet no seu headset Meta Quest, o AdGuard ajuda você a manter o foco e o controle. O AdGuard funciona no Quest 2, Quest Pro, Quest 3 e Quest 3S.</p>
<blockquote>
<p><em>Isso não é apenas mais uma plataforma para nós — é um grande salto para levar uma navegação segura e sem distrações a ambientes imersivos.</em></p>
</blockquote>
<p>— Vladimir Ozersky, Gerente de Produto Principal, AdGuard Ad Blocker</p>
<p>A extensão de bloqueio de anúncios do AdGuard é compatível com o Meta Quest Browser a partir da versão <strong>AdGuard Browser Extension v5.2</strong>.</p>
<p>Siga os passos abaixo para instalar a extensão de bloqueio de anúncios do AdGuard em seus óculos de realidade virtual.</p>
<h2 id="%F0%9F%94%A7-como-instalar-o-adguard-no-meta-quest">🔧 Como instalar o AdGuard no Meta Quest</h2>
<p>Siga estes passos simples para adicionar o AdGuard ao seu Meta Quest Browser:</p>
<ol>
<li>
<p>Abra o aplicativo <strong>“Browser”</strong> no seu dispositivo Meta Quest.</p>
</li>
<li>
<p>No canto superior direito, selecione o ícone de <strong>três pontos (“Menu”)</strong>.</p>
</li>
</ol>
<p><img src="http://cdn.adtidy.org/blog/new/vej3bButton.png" alt="Menu de três pontos" loading="lazy"></p>
<ol start="3">
<li>Selecione <strong>“Extensions”</strong> no menu.</li>
</ol>
<p><img src="http://cdn.adtidy.org/blog/new/wn66dMenu.png" alt="Menu de extensões" loading="lazy"></p>
<ol start="4">
<li>Encontre <strong>AdGuard</strong> na lista e selecione-o.</li>
</ol>
<p><img src="http://cdn.adtidy.org/blog/new/y5rhnkAll_Extensions.png" alt="Extensão AdGuard Ad Blocker" loading="lazy"></p>
<ol start="5">
<li>Selecione <strong>“Install”</strong> e conclua o processo de instalação.</li>
</ol>
<p><img src="http://cdn.adtidy.org/blog/new/0uclbInstall_screen.png" alt="Instalando a extensão AdGuard Ad Blocker" loading="lazy"></p>
<p>Pronto!</p>
<p><img src="http://cdn.adtidy.org/blog/new/gxi8eAdBlocker.png" alt="AdGuard Ad Blocker instalado com sucesso no Meta Quest" loading="lazy"></p>
<p>Depois de instalado, o AdGuard funcionará como qualquer extensão padrão de navegador para Chrome.</p>
<p>O <strong>Meta Quest Browser</strong> é baseado no Chromium e faz parte de uma plataforma aberta mais ampla. No início de 2024, ele passou a oferecer suporte a extensões instaláveis pelo usuário por meio de um programa beta limitado. Desde então, o catálogo vem se expandindo gradualmente, e o AdGuard agora se junta a essa seleção com sua extensão de bloqueio de anúncios. <strong><a href="https://adguard-vpn.com/pt_br/blog/adguard-vpn-vr-meta-quest.html">A extensão do AdGuard VPN também já está disponível</a></strong>, trazendo suporte a VPN diretamente para o Meta Quest Browser pela primeira vez.</p>
<p><strong>Instale o AdGuard no seu headset Meta Quest hoje mesmo e aproveite uma experiência na web finalmente livre de distrações — até mesmo na realidade virtual.</strong></p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>#KeepAndroidOpen: AdGuard pede que Google reconsidere política que ameça distribuição independente de apps</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/google-android-app-verification-requirement-petition.html</link>
      <pubDate>Tue, 03 Mar 2026 20:55:32 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Ekaterina Kachalova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">69a720941beaf40001a36227</guid>
      <category>AdGuard for Android</category>
      <category>Noticias del sector</category>
      <description>O AdGuard tem orgulho de estar entre os signatários da carta aberta que se opõe à futura política de verificação de desenvolvedores do Google.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>A AdGuard tem orgulho de estar entre os signatários de uma <a href="https://keepandroidopen.org/open-letter/">carta aberta recém-publicada</a> que se opõe à futura política de verificação de desenvolvedores do Google. <a href="https://f-droid.org/2026/02/24/open-letter-opposing-developer-verification.html">A campanha foi liderada pelo F-Droid</a>, que a lançou no ano passado e vem mobilizando apoio desde então. A carta já foi assinada por um número crescente de grupos da sociedade civil e organizações de tecnologia, incluindo o próprio F-Droid, a Electronic Frontier Foundation, a Free Software Foundation e a Vivaldi. Ela é endereçada aos executivos do Google Sundar Pichai, Larry Page e Sergey Brin, entre outros.</p>
<p>A mensagem é clara: <a href="https://developer.android.com/developer-verification/assets/pdfs/introducing-the-android-developer-console.pdf"><strong>a política proposta representa uma mudança fundamental na forma como o ecossistema Android funciona</strong></a> — e não para melhor. Apoiamos integralmente todas as preocupações levantadas na carta e nos solidarizamos com as organizações que pedem ao Google que reconsidere.</p>
<h2 id="quais-s%C3%A3o-os-novos-requisitos-de-verifica%C3%A7%C3%A3o-de-apps-do-google">Quais são os novos requisitos de verificação de apps do Google</h2>
<p>No centro do debate está um novo sistema obrigatório de verificação para desenvolvedores Android. Diferentemente das exigências atuais, que se aplicam apenas a apps distribuídos pelo Google Play, esse novo modelo vai muito além. Ele exige que todos os desenvolvedores Android — inclusive aqueles que distribuem seus apps de forma independente, por meio de seus próprios sites, lojas de aplicativos de terceiros, sistemas corporativos ou transferência direta de arquivos — obtenham primeiro uma aprovação de fato do Google.</p>
<p>Na prática, isso significa que os desenvolvedores terão de criar uma conta em um novo console do Google, concordar com os termos e condições da empresa, pagar uma taxa de registro de US$ 25 e concluir um processo de verificação de identidade. Esse processo inclui o envio de um documento de identidade oficial válido, como passaporte ou carteira de motorista, o fornecimento de um e-mail verificado e de um número de telefone confirmado por código único, além da vinculação criptográfica do app à identidade verificada do desenvolvedor. Será necessário enviar a impressão digital pública SHA-256 da chave de assinatura e submeter um APK assinado contendo um arquivo de verificação específico para associar o nome do pacote do app à identidade registrada.</p>
<p>É importante destacar que desenvolvedores que já possuem apps no Google Play não precisarão começar do zero. Em vez de criar uma conta totalmente nova, terão uma nova opção no Play Console existente para registrar quaisquer apps distribuídos fora do Google Play. Já os desenvolvedores que distribuem exclusivamente fora da Play Store precisarão criar uma conta totalmente nova e passar por todo o processo de registro e verificação. Para muitos desenvolvedores estabelecidos, portanto, as novas exigências representam uma extensão do que já fazem no Google Play, e não um sistema totalmente separado. Para quem atua exclusivamente fora do ecossistema Play, porém, trata-se de um conjunto completamente novo de etapas.</p>
<p>O esquema está em prévia inicial desde novembro de 2025 e será aberto a todos os desenvolvedores em março de 2026. A partir de setembro de 2026, a aplicação começará no Brasil, Indonésia, Singapura e Tailândia. A partir desse momento, qualquer desenvolvedor que não tiver concluído o processo de verificação e registrado seus apps verá esses apps bloqueados para instalação em dispositivos Android certificados nesses países. O Google indicou que a política será posteriormente expandida globalmente.</p>
<p>O Google afirmou que estudantes e desenvolvedores hobby poderão criar contas especiais com menos exigências e sem pagar a taxa padrão de US$ 25. Embora isso possa amenizar o impacto em alguns casos, não altera a realidade central: <strong>a distribuição independente de software no Android passará a exigir permissão explícita do Google.</strong></p>
<p>Trata-se de uma mudança profunda, que rompe com toda a premissa do ecossistema Android, historicamente visto como o oposto do ecossistema fechado da Apple. Até agora, o Android se posicionava como um ecossistema aberto — no qual desenvolvedores podiam criar e distribuir software sem precisar passar por um único guardião corporativo. Sob o novo modelo, essa abertura é fundamentalmente restringida. A política estende o controle do Google além da própria Play Store e para o panorama mais amplo do Android, concedendo à empresa a capacidade técnica de impedir a instalação de apps que não tenham sido aprovados.</p>
<h2 id="o-que-h%C3%A1-de-errado-com-as-novas-regras-do-google">O que há de errado com as novas regras do Google</h2>
<p>O impacto sobre a comunidade de desenvolvedores — e, antes de tudo, sobre a inovação de ponta dentro dela — pode ser significativo. Projetos de código aberto mantidos por voluntários, desenvolvedores focados em privacidade e equipes em regiões onde os serviços do Google são limitados ou difíceis de acessar podem enfrentar novos obstáculos. O que no papel parece ser um “processo de 10 minutos” pode facilmente se transformar em um verdadeiro entrave para pequenas equipes com tempo e recursos limitados.</p>
<p>Também existem preocupações legítimas quanto à privacidade dos próprios desenvolvedores. Exigir documento de identidade oficial, número de telefone verificado e outros dados pessoais concentra informações sensíveis em um único lugar. Para desenvolvedores que criam ferramentas justamente para proteger a privacidade dos usuários, ser obrigado a fornecer seus próprios dados pessoais como condição para distribuir seus apps é profundamente contraditório.</p>
<p>Igualmente preocupante é o contexto mais amplo de aplicação das regras. O Google tem um histórico de suspensões e rejeições de apps que desenvolvedores descrevem como opacas, inconsistentes e difíceis de recorrer. Conceder à empresa autoridade ampliada sobre toda a distribuição de apps Android — e não apenas sobre listagens na Play Store — aumenta as preocupações com aplicação arbitrária e recursos limitados.</p>
<p>Além disso, há fortes razões para questionar se a política alcançará seu objetivo declarado de melhorar a segurança. Agentes mal-intencionados determinados já demonstraram repetidamente a capacidade de contornar salvaguardas, inclusive dentro do Google Play, onde já existem verificação de identidade e controles de conformidade. <a href="https://www.bitdefender.com/en-gb/blog/labs/malicious-google-play-apps-bypassed-android-security">Uma investigação da Bitdefender no ano passado revelou que mais de 331 apps maliciosos chegaram à plataforma, alcançando milhões de usuários apesar das exigências de verificação existentes</a>. Esses apps conseguiram driblar as medidas de segurança do Android 13 e enganar usuários, enquanto se passavam por softwares legítimos.</p>
<p>Para desenvolvedores legítimos, porém, o impacto será imediato e real. Criadores independentes que dependem de sideload ou de lojas de terceiros podem decidir que a burocracia extra, as taxas e as dores de cabeça com conformidade simplesmente não valem a pena. O resultado? Menos apps fora do Google Play — e, de modo geral, menos apps — não porque os usuários não os queiram, mas porque o atrito adicional afasta os desenvolvedores. Isso, por sua vez, desestimula a concorrência e desacelera a inovação.</p>
<p>Do ponto de vista do usuário, a política também pode criar uma falsa sensação de segurança. Se apps não puderem ser instalados sem estarem “verificados”, as pessoas podem presumir que verificado significa automaticamente seguro. Não significa. A verificação apenas confirma quem está por trás do app; não garante código limpo nem exclui comportamento malicioso. Essa confiança equivocada pode tornar os usuários menos cautelosos, enfraquecendo a conscientização em segurança que o sistema de alertas do Android foi projetado para incentivar.</p>
<h2 id="o-que-pode-ser-feito-em-vez-disso">O que pode ser feito em vez disso</h2>
<p>O Android já conta com ferramentas sólidas de segurança integradas. Recursos como sandboxing, controles detalhados de permissões, assinatura verificada de apps, avisos de sideload e o Google Play Protect criam múltiplas camadas de proteção. <strong>Se essas ferramentas forem devidamente aplicadas — e esse “se” é crucial — elas devem ser mais do que suficientes</strong> para lidar com ameaças reais sem colocar todo o ecossistema sob um controle centralizado mais rígido.</p>
<p>Por exemplo, o Google Play Protect verifica continuamente os apps no dispositivo, incluindo aqueles instalados fora do Google Play, comparando-os com os sistemas de detecção de ameaças do Google. Ele pode alertar sobre apps nocivos, desativá-los ou removê-los em casos graves. Em suma, foi projetado para detectar comportamentos maliciosos independentemente da origem do app.</p>
<p>Assim, segurança e abertura não precisam ser mutuamente excludentes. O Android conseguiu equilibrar ambas por anos. Mas quando novas políticas concedem ainda mais controle a um único proprietário de plataforma — especialmente em um momento em que reguladores já observam atentamente questões de concorrência e domínio de mercado — surgem preocupações reais. <strong>Medidas como essa podem fortalecer o poder de gatekeeping do Google, marginalizar lojas alternativas e dificultar a competição em igualdade de condições para desenvolvedores independentes.</strong> Parece que não se trata apenas de segurança, mas também de quem controla o acesso aos usuários.</p>
<blockquote>
<p>A maior força do Android sempre foi sua abertura. Foi isso que atraiu desenvolvedores e usuários desde o início. Acreditamos que preservar essa abertura beneficia a todos.</p>
</blockquote>
<p>Para nós, da AdGuard, isso não é apenas teórico. Nossos usuários sabem que <a href="https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-google-play-removal.html">a versão completa do AdGuard para Android não está disponível no Google Play</a>, porque as políticas do Google não permitem bloqueadores de anúncios completos em nível de sistema ali. Em vez disso, o app é baixado diretamente do <a href="https://adguard.com/adguard-android/overview.html">nosso site oficial</a> ou de lojas de aplicativos de terceiros confiáveis.</p>
<p>Continuamos comprometidos em manter o AdGuard acessível a todos e tomaremos todas as medidas necessárias para cumprir a nova política do Google e garantir que o app permaneça disponível no futuro, caso e quando ela entrar em vigor. No entanto, neste momento, ainda não está totalmente claro o que será exigido de nós para permanecer plenamente em conformidade com o novo modelo. Ao mesmo tempo, acreditamos que a melhor solução seria o Google reconsiderar esse caminho e preservar a abertura que há muito define o ecossistema Android.</p>
]]></content:encoded>
    </item>
    <item>
      <title>AdGuard CLI v1.3: filtragem DNS e compatibilidade com ECH</title>
      <link>https://adguard.com/pt_br/blog/adguard-v1-3-cli.html</link>
      <pubDate>Mon, 16 Feb 2026 15:22:23 +0300</pubDate>
      <dc:creator><![CDATA[Darya Bugayova]]></dc:creator>
      <guid isPermaLink="false">69930bff1beaf40001a35633</guid>
      <category>AdGuard for Linux</category>
      <category>Notas de lançamentos</category>
      <category>Nova versão</category>
      <description>Esta atualização adiciona suporte a filtragem DNS e Encrypted ClientHello, além de userscripts, userstyles e um fluxo de atualização mais consistente.</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Se você usa o AdGuard CLI, provavelmente valoriza controle, transparência e simplicidade. Você quer uma proteção poderosa, mas sem camadas desnecessárias ou complexidade oculta. A versão 1.3 oferece exatamente isso.</p>
<p>Esta atualização adiciona suporte a filtragem DNS e Encrypted ClientHello (ECH), além de userscripts, userstyles e um fluxo de atualização mais consistente. O AdGuard CLI agora protege você em mais níveis, mantendo a experiência limpa e previsível.</p>
<h2 id="adicionado-suporte-%C3%A0-filtragem-de-dns">Adicionado suporte à filtragem de DNS</h2>
<p>Com a filtragem ao nível de DNS ativada, domínios indesejados, incluindo anúncios, rastreadores e sites maliciosos, são bloqueados antes de a conexão ser estabelecida. Isso adiciona uma camada extra de proteção e impede que o tráfego indesejado chegue ao seu dispositivo desde o início.</p>
<div class="kg-card kg-toggle-card" data-kg-toggle-state="close">
            <div class="kg-toggle-heading">
                <h4 class="kg-toggle-heading-text"><span style="white-space: pre-wrap;">A filtragem de DNS é desativada por padrão</span></h4>
                <button class="kg-toggle-card-icon" aria-label="Expand toggle to read content">
                    <svg id="Regular" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 24 24">
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            </div>
            <div class="kg-toggle-content"><p><span style="white-space: pre-wrap;">Para ativá-la, execute o seguinte comando:</span></p><p><code spellcheck="false" style="white-space: pre-wrap;"><span>adguard-cli config set dns_filtering.enabled true</span></code></p><p><span style="white-space: pre-wrap;">Para desativá-la, execute o seguinte comando:</span></p><p><code spellcheck="false" style="white-space: pre-wrap;"><span>adguard-cli config set dns_filtering.enabled false</span></code></p></div>
        </div><div class="kg-card kg-toggle-card" data-kg-toggle-state="close">
            <div class="kg-toggle-heading">
                <h4 class="kg-toggle-heading-text"><span style="white-space: pre-wrap;">Por padrão, o AdGuard CLI usa o servidor DNS do sistema ou o servidor DNS </span><i><em class="italic" style="white-space: pre-wrap;">AdGuard Non-filtering </em></i><span style="white-space: pre-wrap;">(sem filtragem)</span></h4>
                <button class="kg-toggle-card-icon" aria-label="Expand toggle to read content">
                    <svg id="Regular" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 24 24">
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                </button>
            </div>
            <div class="kg-toggle-content"><p><span style="white-space: pre-wrap;">&nbsp;Você pode escolher um servidor diferente usando o seguinte comando:</span></p><p><code spellcheck="false" style="white-space: pre-wrap;"><span>adguard-cli config set dns_filtering.upstream ‘[endereços do servidor]’</span></code></p><p><span style="white-space: pre-wrap;">Para retornar ao servidor padrão, use o seguinte comando:</span></p><p><code spellcheck="false" style="white-space: pre-wrap;"><span>adguard-cli config set dns_filtering.upstream default</span></code></p></div>
        </div><h2 id="encrypted-client-hello">Encrypted Client Hello</h2>
<p>Embora o HTTPS criptografe o conteúdo do seu tráfego, o nome do servidor com o qual você está se comunicando geralmente ainda é visível. O ECH (Encrypted Client Hello) criptografa também essa parte da conexão, ajudando a impedir que provedores de internet (ISPs), sistemas DPI e outros intermediários vejam quais domínios você acessa.</p>
<h2 id="suporte-a-userscripts-e-userstyles">Suporte a userscripts e userstyles</h2>
<p>Você pode instalar e gerenciar <a href="https://adguard.com/kb/general/extensions/#userscripts">userscripts</a> e <a href="https://adguard.com/kb/general/extensions/#userstyles">userstyles</a> diretamente pelo terminal. Os comandos de gerenciamento seguem a mesma lógica dos filtros, então habilitar, desabilitar e remover userscripts funciona de maneira familiar.</p>
<p><img src="https://cdn.adtidy.org/content/release_notes/ad_blocker/android/v4.9/styled_wikipedia.jpg" alt="Wikipedia with a userstyle *mobile" loading="lazy"></p>
<h2 id="seu-feedback-importa">Seu feedback importa</h2>
<p>O AdGuard CLI 1.3 traz melhorias significativas, e estamos ansiosos para saber a sua opinião. Seu feedback nos ajuda a aprimorar o produto e a planejar futuras atualizações.</p>
<p>Você pode compartilhar sua experiência ou reportar problemas no <a href="https://github.com/AdguardTeam/AdGuardCLI/issues">GitHub</a>, ou entrar em contato conosco através de nossos <a href="https://adguard.com/pt_br/discuss.html">canais nas redes sociais</a>. Agradecemos muito a sua contribuição!</p>
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